O banco Barclays avançou com rescisões amigáveis nas suas dependências em Portugal. A maioria dos 2500 empregados já recebeu por e-mail uma proposta de rescis...
A maioria dos 2500 empregados recebeu ontem por emailuma propostade rescisão.
O banco Barclays avançou com rescisões amigáveis nas suas dependências em Portugal. A maioria dos 2500 empregados já recebeu por e-mail uma proposta de rescis...
O banco Barclays enviou ontem por email uma proposta de rescisão amigável a todos os trabalhadores efectivos em Portugal, que são a maioria dos 2.500 que a instituição financeira britânica emprega no país. As rescisões fazem parte da estratégia de corte de custos imposta globalmente pelo Barclays.
As propostas de rescisão, confirmadas ao i por fonte oficial do banco, são encaradas pela administração como “voluntárias”, um “processo de candidatura” para os interessados. Para motivar as candidaturas, o Barclays explica que está a oferecer condições de rescisão com “um conjunto de condições muito superior ao que a lei estipula”.
O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Rui Riso, explica ao i que o Barclays pretende que o processo se desenrole de forma pacífica e que conta que as condições favoráveis que propõe aos trabalhadores permitam encontrar um número de rescisões que corresponda ao corte de despesas pretendido.
“Amanhã reunimos com a estrutura sindical no Barclays, mas não temos nada a apontar, a menos que se verificassem pressões sobre os trabalhadores”, acrescentou o sindicalista.
Na eventualidade de surgirem “poucas candidaturas”, serão procuradas outras formas de contenção de custos, explica fonte oficial do banco.
Esta não será a primeira vez que o Barclays decide reduzir os custos com pessoal em Portugal. Em Maio de 2011, segundo o “Diário de Notícias”, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários apontou o que entendia ser uma vaga de “rescisões à força” com cerca de 20 funcionários com menos de três anos de casa. Já em Agosto, depois do anúncio em Londres de eliminação global de 3000 postos de trabalho, o Barclays Portugal garantiu que a operação nacional não seria afectada.
Segundo apurou o i junto de outra fonte, o banco não está interessado em assumir publicamente o custo reputacional de avançar com despedimentos colectivos, embora tenha uma meta bem definida de poupança de custos com pessoal.
A decisão do Barclays prende-se com a “necessidade de redução de custos imposta pelas condições de mercado”, que “em Portugal tem vindo a diminuir”, explica fonte oficial do banco. O corte acompanha a tendência esperada no sector da banca em Portugal. Em 2011, o BPI, por exemplo, anunciou o despedimento de 200 pessoas. Bruno Faria Lopes e Nélson Pereira


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