O futebol americano é um jogo duro, muito físico e pouco apropriado para pessoas frágeis. Excepto quando estas têm apenas de dar uns pontapés. Dito desta forma pode parecer redutor, mas na verdade um kicker assume uma posição muitas vezes decisiva num jogo de futebol americano. Stephen Gostkowski sabe bem o que isso implica. Há dois momentos durante o ataque em que pode ser chamado ao jogo: após um touchdown, para converter o ponto extra, ou quando a equipa percebe que já não consegue chegar ao fim da linha e aposta num pontapé aos postes, a uma distância considerável.
Há três características obrigatórias para um kicker: força mental, para não baquear nos momentos decisivos (os Patriots venceram a final de conferência porque o kicker dos Baltimore Ravens falhou um field goal aparentemente fácil que levaria o jogo para prolongamento), técnica e força no remate. Por esta mistura, não é de espantar que muitos kickers sejam descobertos no futebol. Ou melhor, no soccer.
Gostkowski chegou aos Patriots no draft de 2006 com a difícil tarefa de acabar por substituir Adam Vinatieri, figura decisiva em duas das três Super Bowls conquistadas pelos Patriots. Para já, o talento da Universidade de Memphis (onde entrou com uma bolsa de basebol) não tem desiludido, mas ainda não chegou para ganhar um título.
No próximo domingo espera-se um jogo defensivo, por isso Gostkowski pode mesmo vestir a roupa de Vinatieri e sair como o herói de um eventual triunfo. É outro nome a reter.



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