Avançado holandês voltou a marcar depois de já ter inaugurado o marcador contra o Zurique
ANTóNIO COTRIM/lusaPatrício, Onyewu, Rinaudo e Van Wolfswinkel têm sido fundamentais para a equipa não se afundar nas crises de resultados
Avançado holandês voltou a marcar depois de já ter inaugurado o marcador contra o Zurique
ANTóNIO COTRIM/lusaAs casas precisam de pilares fortes para não correrem o risco de ruir. Este Sporting é o exemplo de um edifício em construção, no meio de ventos fortes, que abana com a tempestade. Com a passagem à final da Taça de Portugal, os leões evitam a queda até ao final da época. Ou seja, por muito más que se revelem os percursos na Liga e na Liga Europa até Maio, no fim haverá sempre um troféu para conquistar. Caso vença, o Sporting terá algo de bom para levar desta época, um suplemento alimentar para juntar às papas de Domingos Paciência.
A construção da equipa leonina é um daqueles projectos que podem acabar mais cedo, mas cuja conclusão se atrasa porque há obstáculos a atrapalhar. Mesmo assim, os pilares vão garantindo a segurança da estrutura. No Sporting, Rui Patrício, Onyewu, Rinaudo e Van Wolfswinkel assumem esse papel. Quando algum (ou alguns) não joga(m), o edifício treme. Se tem uma exibição menos feliz, o mais provável é o resultado também não ser agradável.
Oregresso do médio argentino aos relvados serve de exemplo. Com Rinaudo em campo, o Sporting passou a ser uma equipa mais confiante. Os jogadores criativos tiveram espaço para dar largas à inspiração, sabiam que tinham as costas quentes, protegidas por um trinco incansável. Rinaudo não ajudou só a defender, também apareceu no ataque e marcou o primeiro golo leonino na Choupana.
A vitória do Sporting sobre o Nacional foi dupla, pela presença no Jamor e pela recuperação de um dos jogadores mais importantes do plantel. Quando Rinaudo joga, o Sporting sabe que não perde. A excepção é o jogo com o Vaslui, quando o médio se lesionou aos 10 minutos. E aí ficou provada, pelos piores motivos, a dependência do argentino. Acabou a série de dez vitórias consecutivas e a equipa entrou numa fase negra: perdeu a corrida ao título e foi eliminada da Taça da Liga.
Na baliza Ao contrário de Rinaudo, Rui Patrício tem estado sempre presente – Marcelo só fez três jogos na Liga Europa, um na Taça de Portugal e três na Taça da Liga. O internacional português está a fazer uma das melhores épocas (senão a melhor) desde que subiu aos seniores. Aliás, os piores momentos de Patrício até aconteceram em jogos que o Sporting venceu (visitas ao P. Ferreira e ao Zurique), quando provocou dois livres indirectos na grande área. De resto, o guarda-redes tem sido essencial à sobrevivência da equipa, com defesas decisivas em momentos de aperto. Na viagem a Olhão, por exemplo, só a grande exibição de Patrício evitou que o Sporting perdesse mais um jogo.
Na defesa Era o sector crítico na época passada e entretanto já atravessou fases deprimentes. As melhorias passam, em grande parte, por Onyewu. O gigante norte-americano estreou-se pelo Sporting em P. Ferreira, no primeiro triunfo da tal série de dez. Deu altura e consistência à defesa, mesmo que à primeira vista parecesse mais um jogador com muitos centímetros e pouco futebol. As aparências iludem e Onyewu até já foi decisivo no ataque. Basta ver que, em jogos para a Liga, as últimas duas vitórias só aconteceram graças a ele. Na verdade, sem os golos do central (um ao Nacional e um bis ao Beira-Mar), o Sporting não ganhava para o campeonato desde 6 de Novembro (3-1 à U. Leiria).
No ataque Assim que Hélder Postiga e Yannick Djaló desimpediram o caminho, Van Wolfswinkel deu uma injecção de golos. Do P. Ferreira (fora) ao Feirense (Aveiro) foram dez golos em dez jogos. Entretanto o holandês perdeu produtividade e ainda se lesionou. Na quarta-feira, com o Nacional, aproveitou o penálti para recuperar confiança e somar mais um golo. E aí vão 15, seis deles de penálti. Sempre que Van Wolfswinkel marca o Sporting ganha. É o quarto pilar de uma equipa que tenta resistir às crises para depois pensar num futuro melhor.


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