Uruguaio chega por empréstimo, vai ter o número 32, e foi apresentado ao lado de Renato Neto. Como Liedson, garante que golos são a sua vida
Domingos Paciência tem uma nova solução para o ataque. Chama-se Sebastián Ribas, faz 24 anos em Março, chega do Genoa por empréstimo de 18 meses e o Sporting tem um direito de opção de 2,5 milhões de euros. É mais uma lacuna do plantel que fica finalmente colmatada.
Os leões precisavam de Ribas. Liedson saiu há quase um ano e deixou o clube órfão de um goleador. A nova época arrancou com quatro avançados (Postiga, Van Wolfswinkel, Rubio e Bojinov) mas a saída do internacional português no fecho do mercado deixou Domingos a rezar para que não houvesse lesões e para que o novo titular, o holandês, pudesse corresponder. Num plantel recheado de lesões, o ataque resistiu. Van Wolfswinkel conseguiu fazer esquecer, por agora, Liedson e correspondeu com golos, muitos golos. Ainda assim, faltavam opções. E é por isso que chega Ribas. Tal como muitos reforços durante o Verão, é um nome que já estava no radar de Carlos Freitas há mais tempo. Chegou a ser falado na pré-época, depois de um ano goleador na segunda divisão francesa ao serviço do Dijon, mas preferiu o Genoa. Cinco meses depois, sem jogos feitos em Itália, o destino foi mesmo Alvalade. Tinha de ser.
Em Portugal, Sebastián Ribas vai vestir a camisola 32. Já se sabia que Renato Neto, também apresentado ontem em Alvalade, ia ficar com o 31, pelo que o uruguaio pegou no número seguinte, talvez esperando que possa funcionar como uma espécie de versão actualizada do antigo 31, precisamente Liedson. Qualquer comparação será apenas pela parecença do número e pela apetência para marcar golos, porque de resto são dois jogadores muito diferentes.
Quem jogou com Ribas partilha a mesma opinião: o uruguaio é um jogador de área. Pode não ser necessariamente um ponta-de-lança e até tem capacidade para actuar mais próximo da linha, mas onde se sobressai é na capacidade de finalização, especialmente de cabeça, aproveitando os 189 centímetros (o número varia consoante a fonte e em alguns lados chega a 192) para fazer a diferença.
Com a alcunha de “Gladiador” e com hábitos de vida que o comparam a um monge, Ribas mostrou desde a apresentação que tem vontade de aprender e integrar-se tão cedo quanto possível no plantel e em Portugal. Foi isso que se percebeu pelas primeiras palavras: “Não vou falar português, vou falar espanhol. Mas espero já estar a falar em português da próxima vez”. Assim, simples e curto, depois de se lançar pela habitual felicidade pela mudança e pelo desejo de “melhorar e ajudar o Sporting a ganhar coisas importantes.”
Domingos agradece. Já tem um plano B para o ataque e fica finalmente com uma solução caso queira voltar ao 4x4x2 da pré-época.



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