Dois golos de Marinho selam o empate com a Oliveirense em Santa Maria da Feira e a consequente qualificação para o Jamor
Boavista (1997), FC Porto (2003, 2004, 2006, 2008, 2009) e Académica (2012). Pedro Emanuel só tem 36 anos de idade (37 no sábado) mas já vai para a sétima final da Taça de Portugal da sua carreira, a primeira como treinador, e logo na época de estreia!
Um feito extraordinário para um novato, ainda para mais numa equipa como a Académica, um histórico do futebol nacional e até vencedora da primeira final da Taça de Portugal de sempre, em 1939 (vs. Benfica, 4-3), mas arredada destas lides desde 1969.
Agora, silêncio que se vai cantar o fado. O de Coimbra, claro. Com o empate (o terceiro seguido) em Santa Maria da Feira, a Académica sela o regresso ao Jamor, à espera de Nacional ou Sporting. Venha quem vier, os estudantes sabem dar conta de si, a avaliar pelos resultados desta época para a 1ª divisão (4-0 ao Nacional e 1-1 com o Sporting, em Coimbra).
Agora, silêncio que se vai cantar o (triste) fado. O da Oliveirense. O 10º classificado da 2ª divisão joga em campo neutro mas faz como se estivesse em casa. Arranca fulgurante, cheio de confiança e correria. Tudo muito bem pensado e executado. A Académica está em riste. Clemente faz o seu quarto golo na Taça, num remate à meia-volta após um lançamento lateral. Marinho empata quase a papel químico, mas o brasileiro Adriano (aquele ex-FC Porto) devolve a vantagem aos oliveirenses, de grande penalidade. A oitava desta equipa na presente época (Benfica e Sporting “só” levam seis, FC Porto cinco).
O 2-1 ao intervalo premeia a genica dos locais “emprestados” mas ainda falta um golo para a Oliveirense se qualificar para o Jamor. O sonho está ali à mão de semear. Parece fácil... mas não é. A Académica sentencia aos 55 minutos, com uma jogada rápida pela esquerda. O cruzamento de Diogo Valente é milimétrico para a entrada fulgurante de Marinho, face à ameaça de Bruno.
E agora, Oliveirense? ‘Bora para cima deles. É uma oportunidade única, pois então. O treinador é Pedro Miguel, campeão júnior pelo FC Porto em 1986 e com carreira feita, entre outros, no Feirense (um golo na 1ª divisão... ao FC Porto), e há jogadores dispostos a tudo para fazer história. A Oliveirense tenta, tenta, tenta mas nunca mais desata o nó. Ivan Santos tenta a sua sorte mas a bola embate na barra, aos 76 minutos.
É tudo daqui de Santa Maria da Feira. O árbitro apita para o final e dá-se uma imagem nada comum nos dias de hoje, com a invasão de campo dos adeptos da Académica. Está tudo doido. Parece o simulacro do Estádio da Luz, mas mais ordenado, claro. Pedro Emanuel é efusivamente aplaudido, mas só depois de ter cumprimentado o rival Pedro Miguel, ao jeito de ‘foi bonita a festa pá’.
A Académica está na final da Taça pela quinta vez e quando ler esta página (seja a que hora for), ainda há certamente adeptos dentro do Marcolino de Castro, encostados a um poste ou deitados no meio-campo a curtir este feito notável. Venha de lá essa final no Jamor.



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