Faltam dois jogos – terceiro lugar (amanhã)e final (domingo) – para a Taça das Nações Africanas fechar as portas. Mas há muitas boas notícias. Mais uma vez, não faltaram jogadores que transformassem a prova num espectáculo sem igual no futebol mundial. Da magia técnica à inocência táctica, a CAN mostrou novos talentos e confirmou nomes consagrados. E para quem já sente saudades não há nada como pensar pelo lado positivo: para a competição deixar de acontecer em ano de Mundial, há nova prova para o ano, na África do Sul
REVELAÇÕES
Pierre-Emerick Aubameyang (Gabão)
A memória mais recente é a do penálti falhado nos quartos-de-final. Mas o Neymar gabonês sai da CAN com tudo para vingar no futebol europeu
Youssef Msakni (Tunísia)
Foi a encarnação africana de Messi nesta CAN. Fez dois golos em duas jogadas individuais que enchem o olho. A Tunísia não foi longe, caiu nos quartos-de-final, mas Msakni (21 anos) tem um futuro brilhante pela frente
Emmanuel Mayuka (Zâmbia)
No caminho até à final, a Zâmbia valeu acima de tudo pela força da equipa. Mesmo assim vale a pena destacar Mayuka, autor do golo na meia-final e um dos melhores marcadores da prova (com três golos)
Moussa Maazou (Níger)
Numa das selecções mais fracas do torneio, Maazou saltou à vista como um dos poucos (senão o único) ponto positivo do Níger: corre que se farta e, bem treinado, pode ser uma arma letal no ataque
Abdoulaye Diallo (Guiné)
O saldo menos feliz da Guiné não impediu Diallo de deixar uma marca na competição. Os dois golos ao Botsuana confirmam que o miúdo do Bastia (França) ainda deve dar muito que falar
CONFIRMAÇÕES
Didier Drogba (Costa do Marfim)
Na final vai lutar por dois títulos, o de campeão africano – que lhe falta para fechar a carreira na selecção – e o de melhor marcador da CAN. Para já tem três golos
John Mensah (Gana)
O capitão é líder no balneário e no campo, marcou dois golos, ainda foi expulso num jogo da fase de grupos e sofreu com problemas físicos. Mensah teve umaCAN em cheio, para o bem e para o mal. E já promete um Gana ainda mais forte em 2013
Seydou Keita (Mali)
É o adjunto do treinador em campo, é o coração da selecção, é o homem dos golos decisivos (ao Botsuana e ao Gabão). Keita representa a luta do Mali por um sonho perdido. Agora resta-lhe o jogo do terceiro e quarto lugar, com o Gana
Boubacar Barry (Costa do Marfim)
Se os Elefantes estão na final só com vitórias e sem golos sofridos, em parte é graças a Barry – jogou quatro dos cinco jogos. É a prova de que um bom guarda-redes
Chris Katongo (Zâmbia)
Aos 29 anos, já vai na terceira CAN consecutiva a marcar golos. Nesta tem três, metade do total na prova. É o capitão e forma com Mayuka a dupla de avançados que carregou a Zâmbia até à final



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