Entrou na CAN como a grande favorita à conquista do título. A ausência do tricampeão Egipto ajudou, mas a campanha foi irrepreensível. Não se deixaram enganar pelo estatuto (como o Senegal e o Gana) e chegam à final sem quaisquer golos sofridos. Esta pode ser a oportunidade de ouro para a selecção de Drogba vencer finalmente uma grande prova.
01 Didier Drogba. É a alma e o coração da selecção marfinense. Desde que saltou para a ribalta na Europa, ainda ao serviço do Marselha, que o avançado tem sido o herói dos marfinenses. É com a sua geração que os Elefantes voltam a tornar-se uma selecção forte e capaz de lutar por objectivos mais altos, da conquista de uma CAN à presença em fases finais de Mundiais (2006 e 2010).
02 Laurent Pokou. Antes de haver Drogba houve Pokou. Actualmente com 64 anos, já foi em tempos um goleador eficaz, quer na selecção quer em clubes, especialmente no Rennes, onde marcou 44 golos em duas épocas. Pokou também deixou a sua marca na Taça das Nações Africanas. Tal como Drogba, nunca a ganhou. No entanto, entrou na história de outra forma: foi o melhor marcador em 1968 (seis golos) e em 1970 (oito). O duplo feito garantiu que estivesse no topo da lista de melhores marcadores da CAN, até ser ultrapassado por Samuel Eto’o, em 2008.
03 Título. O Senegal marcou o momento mais alto na história da selecção da Costa do Marfim. Foi em 1992 e acabou com o triunfo da CAN, numa final contra o Gana decidida após 24 penáltis (11-10). Youssouf Fofana, na altura ao serviço do Mónaco, era uma das figuras da selecção. Os últimos anos voltaram a marcar um regresso da Costa do Marfim aos grandes palcos: em 2006 perderam na final contra o Egipto, em 2008 terminaram no quarto lugar e há dois anos ficaram-se pelos quartos-de-final. E agora?
04 Portugal. Há muito mais marfinenses na história do futebol português do que zambianos. Ao todo são 35. O último grande destaque foi Marc Zoro. Contratado pelo Benfica ao Messina, o defesa que tinha estado no Mundial-2006 nunca conseguiu convencer em Portugal, fosse no Benfica fosse mesmo no Vitória Setúbal, onde esteve de 2008 a 2010. Já este ano, Sissoko deu nas vistas na Académica, mas saiu para o Wolfsburgo. O Sporting também já teve a sua experiência com Ouattara (cinco golos em duas épocas) e o Rio Ave chegou a beneficiar da inspiração de Dibo, que marcou sete golos em 1996/97 antes de cair de produção.
05 Futebol. Os dados da FIFA revelam que a Costa do Marfim tem 801 700 praticantes masculinos e nenhuma mulher. Com cem profissionais espalhados pelo mundo, há 220 clubes na Costa do Marfim e o número total de praticantes equivale a uma percentagem de 4,54 da população.
06 Importância política. Os marfinenses respiram futebol e respeitam os seus ídolos. Drogba aproveitou esse contexto para em 2006 implorar que se interrompesse a guerra civil. Mais tarde voltou a unir o país ao fazer pressão para que um jogo da selecção fosse disputado numa cidade associada ao movimento rebelde. Actualmente continua a fazer parte de um painel com o intuito de promover a paz.
07 País. Tornou-se independente de França a 7 de Agosto de 1960. Tem cerca de 21 milhões de habitantes e o francês é a língua oficial, apesar de também existirem vários dialectos. A maior cidade é Abidjan e é lá que está a sede do governo. Contudo, a sede administrativa está em Yamoussoukro.
08 Viagem. A Costa do Marfim continua a ser um país instável e não é visto como um dos mais atractivos para turistas. Ainda assim, há sempre interessados em fazer autênticas digressões pelo continente, de norte a sul. Se quiser começar por Abidjan, fica a saber que consegue encontrar voos a partir dos 825 euros, sempre com pelo menos uma escala. Paris funciona como paragem preferencial e a viagem Paris-Abidjan dura pouco mais de seis horas. O valor de uma noite começa nos 61 euros. Fica mais em conta que a Zâmbia.



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