Política
Movimento na web quer criar o Partido Pirata Português
Publicado em 16 de Junho de 2009
Seguem as pisadas de países como Espanha ou Suécia, que já elegeu um eurodeputado defensor da causa
São jovens, estão ligados a todas as redes sociais, reúnem-se, por enquanto, num fórum online e no Messenger. É lá que o i os encontra. "A longo prazo, o nosso objectivo é a criação de uma base sólida para a oficialização do Partido Pirata Português", diz Oleksandr Malichevskyy, 20 anos, estudante de informática.
O movimento em solo nacional tem pouco mais de um mês e foi inspirado pela oficialização do Partido Pirata Espanhol, subsidiário de uma já longa corrente internacional que defende o fim dos direitos de autor e patentes, para uma sociedade em que a conhecimento flua livremente. O sucesso rebentou nas últimas eleições europeias, quando o pai dos partidos piratas, o sueco Piratpartiet, conseguiu eleger um eurodeputado.
"Não queremos a abolição total dos direitos de autor, mas a sua reformulação", atalha Oleksandr na janela aberta no Messenger, onde estão outros cinco mandatários do movimento. "Promove-se um excessivo lucro da entidade promotora da criação, e não do criador em si", resume Miguel Gonçalves, 22 anos, jurista.
Querer alterar a legislação, de forma a anular a noção de pirataria, é o "caminho natural", diz. "A legislação tem de acompanhar o progresso. A pirataria não prejudica a economia. A questão é se devemos oferecer especial protecção a determinadas indústrias", conclui António Aveiro, 31 anos, informático. Marta F. Reis
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