O cabeça-de-lista social-democrata ao Parlamento Europeu, Paulo Rangel, considerou hoje que a presidente do PSD “é a grande vencedora” destas eleições europeias e que o secretário-geral do PS sofreu “uma derrota pessoal”.
“A nossa presidente é a grande vencedora desta noite”, declarou Paulo Rangel, no seu discurso de vitória, na sede nacional do PSD.
Segundo o candidato social-democrata hoje eleito eurodeputado, Manuela Ferreira Leite “é sem dúvida a grande vencedora” desta noite, “pela sua determinação, pela forma como levou o partido ao caminho de uma política de verdade que naturalmente os portugueses entenderam hoje, de forma expressiva, nas urnas, pelo seu voto”.
Por outro lado, Paulo Rangel acrescentou que os resultados destas eleições são “uma derrota pessoal do engenheiro Sócrates” pela forma como “se envolveu nesta campanha, de forma total”, participando em iniciativas “a toda a hora”.
“Aliás, ele hoje fez questão de falar ao mesmo tempo que o cabeça-de-lista do PS”, assinalou.
Paulo Rangel defendeu ainda que a “política rasteira” e a tentativa de impor “uma cartilha única” saíram derrotadas destas eleições europeias e que “venceu a democracia”.
Num discurso na sede nacional social-democrata, em Lisboa, Paulo Rangel começou por afirmar que “esta vitória do PSD é a vitória da política substantiva, de uma campanha de proximidade” e “não das grandes massas”.
O cabeça-de-lista do PSD, eleito eurodeputado, acrescentou que hoje venceu “um estilo de respeito profundo pelos adversários, pelo acto eleitoral e pelos portugueses” e que, “por isso, esta é também a derrota das campanhas que se fizeram em cima das suspeições, das insinuações e da política rasteira”.
“Esta é a primeira vitória de um ciclo eleitoral e esperamos que aqueles que recorreram à insinuação, à suspeição, à política rasteira e à política baixa tenham hoje aprendido a lição”, concluiu.
No final da sua intervenção, Rangel comprometeu-se a “colocar o interesse nacional acima de qualquer interesse partidário” no Parlamento Europeu e a exercer o mandato de eurodeputado de forma humilde e simples, “sem a impertinência de alguns, que queriam à viva força impor uma cartilha única e uma linguagem única em Portugal”.
“Hoje venceu a democracia, hoje venceu Portugal”, rematou.




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