Quando se fala em prazer sexual pensa-se irremediavelmente no orgasmo, como se esse momento, e só esse, representasse a cereja no cimo do bolo da sexualidade. Dentro deste pressuposto, homens e mulheres interagem sexualmente, sempre com o objectivo de chegar ao orgasmo, independentemente de o caminho ter sido mais ou menos rápido, mais ou menos satisfatório. Todos agem em função desse momento, que entendem ser alcançado preferencialmente através do coito.
Por outro lado, parece estar interiorizado em cada um/uma que o prazer só se encontra através de uma forma particular de expressão sexual, como o coito, e que a penetração é a única forma correcta de realização e satisfação sexual, ou que o sexo tem um regulamento próprio, um princípio, um meio e um fim que determinam previamente que uma coisa leva à outra e assim por diante até àquilo que realmente importa - o coito. A sexualidade é muito mais do que isso e quem pensar o contrário engana-se redondamente. Cada comportamento sexual tem que valer por si só e não como um passo menor para se ir mais longe. Um beijo, uma carícia, a masturbação? Tudo tem de valer por si só, e cada casal tem que entender a sua sexualidade como uma paleta de um pintor cheia de cores que se vão usando a bel-prazer do artista: hoje azul, amanhã amarelo, depois seja o que D... quiser!
Sexóloga




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