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Coito?

por Marta Crawford, Publicado em 06 de Junho de 2009   
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Quando se fala em prazer sexual pensa-se irremediavelmente no orgasmo, como se esse momento, e só esse, representasse a cereja no cimo do bolo da sexualidade. Dentro deste pressuposto, homens e mulheres interagem sexualmente, sempre com o objectivo de chegar ao orgasmo, independentemente de o caminho ter sido mais ou menos rápido, mais ou menos satisfatório. Todos agem em função desse momento, que entendem ser alcançado preferencialmente através do coito.

 

Por esta razão, a sexualidade é facturada a cada coito efectuado, como se todos os outros comportamentos fossem menores, ou simples meios para atingir esse fim.

 

Por outro lado, parece estar interiorizado em cada um/uma que o prazer só se encontra através de uma forma particular de expressão sexual, como o coito, e que a penetração é a única forma correcta de realização e satisfação sexual, ou que o sexo tem um regulamento próprio, um princípio, um meio e um fim que determinam previamente que uma coisa leva à outra e assim por diante até àquilo que realmente importa - o coito. A sexualidade é muito mais do que isso e quem pensar o contrário engana-se redondamente. Cada comportamento sexual tem que valer por si só e não como um passo menor para se ir mais longe. Um beijo, uma carícia, a masturbação? Tudo tem de valer por si só, e cada casal tem que entender a sua sexualidade como uma paleta de um pintor cheia de cores que se vão usando a bel-prazer do artista: hoje azul, amanhã amarelo, depois seja o que D... quiser!

Sexóloga



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