"Finalmente, seis anos depois de iniciado o processo a que chamaram Caso Freeport, o Ministério Público deu por terminada a investigação."
Assim começou a declaração pública de José Sócrates, transmitida em directo na televisão, depois do Ministério Público ter anunciado, esta terça-feira, que apenas dois dos sete arguidos envolvidos no processo serão levados a julgamento.
Em directo para o país, o primeiro-ministro disse não poder esconder a "satisfação por ver o processo finalmente concluído", sublinhando que, como já havia afirmado, "não havia razão para acusar quem quer que fosse de financiamento ilegal a partidos, corrupção ou tráfico de influência".
"Como sempre disse, a verdade acaba sempre por vir ao de cima" e as conclusões do Ministério Público "mostram a enormidade das calúnias e falsidades sobre mim lançadas nos últimos seis anos".
O Ministério Público concluiu que "não houve quaisquer irregularidades no licenciamento ambiental do empreendimento Freeport".
Do Palácio de São Bento, Sócrates disse ainda lamentar o envolvimento não só do seu nome, como da sua família no processo, acrescentando: "Acho extraordinário que ainda haja quem pretenda ver na minha declaração um exercício de vitimização artificial."
Charles Smith e Manuel Pedro serão os únicos arguidos a enfrentar julgamento no processo de licenciamento do espaço Freeport. Todas as entidades públicas e partidos foram ilibados das acusações.
O primeiro-ministro conclui a declaração dizendo esperar que esta seja a última vez que fala no assunto.




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