Internet

Cinco razões para odiar o Twitter

Publicado em 01 de Junho de 2009   
E outras tantas para o adorar, num guia para quem nunca piou na net
O twitter é a última moda da internet

"Alguém tem um antídoto para carraças? Acabei de tirar 8 de 1 cão. Nenhuma das coisas que os veterinários prescrevem resulta", comunicou quarta-feira ao mundo, pela internet, a magnata dos media Oprah Winfrey. Há um mês e meio, e em directo na televisão, a apresentadora aderiu ao site que mais cresceu no último ano (1382%) e que é também a última grande tendência da net, o Twitter.

Estes meses vão ficar para a história da "twittermania": num combate renhido com a CNN, o actor Ashton Kutcher tornou--se a primeira pessoa a transpor a marca do milhão de seguidores, ou seja, de pessoas que recebem na sua página do Twitter tudo aquilo que ele escreve.

Em Maio, por exemplo, puderam ler as suas opiniões sobre: o casamento gay (a favor), a censura de cenas de nudez no cinema (contra), e a cabeça rapada da mulher, a actriz Demi Moore (fica sempre bonita).

Neste momento, Kutcher, de 31 anos, tem quase dois milhões de leitores. Seguem-se a comediante Ellen DeGeneres, a CNN, e a cantora Britney Spears - todos com mais de um milhão e meio de fãs. Em Portugal, os números são mais modestos. O Citador (só com citações) é o mais popular. O twitter do humorista Nuno Markl aparece em segundo, com mais de 12 mil pessoas atentas a tudo o que ele diz.

Piu, piu De acordo com o compete.com, só em Fevereiro, quase 15 milhões de pessoas usaram o Twitter - a maior parte cidadãos anónimos. É possível que algum dos seus amigos já lhe tenha falado do que escreveu na página dele. Se calhar, até foi lá clicar, mas não percebeu o que era aquilo. Mais provável ainda é que, apesar de estar sempre a ouvir falar do Twitter, não faça a mínima ideia da utilidade que tem.

O Twitter foi criado para permitir às pessoas estarem em comunicação permanente com os amigos, família ou fãs, respondendo, num máximo de 140 caracteres, à pergunta: "O que estás a fazer?". Daí o nome do site. "Tweet", em inglês, significa "piar". Em 10 breves "pios" (ou "tweets"), o i indica-lhe as principais vantagens e defeitos desta moda, incluindo o risco de transformar a net numa capoeira global.

 

Prós e contras

1.Seguir uma estrela
A favor Intimidade com vedetas antes inacessíveis, como a cantora Britney Spears: “Churrasco com os miúdos e o resto da família. Estou na piscina. ”

Contra Ler que o basquetebolista Shaquille O’Neal almoçou uma salada Cobb é útil para o nutricionista dele. Para os outros é voyeurismo.


2. Receber notícias ao segundo
A favor Nos ataques terroristas de Mumbai, testemunhas no local enviaram cerca de 1600 tweets por minuto com actualizações sobre os acontecimentos.
Contra Qualquer pessoa pode dar qualquer notícia. Não há garantias de verdade, rigor ou isenção. É o terreno ideal para lançar boatos.

 

3. Pistas dos especialistas
A favor O humorista Nuno Markl elogia a série cómica “The thick of it”; o escritor Valter Hugo Mãe refere o livro de Tiago Araújo “Livre Arbítrio”.
Contra Em sete dias, o músico David Fonseca sugere 10 canções e um livro. Multiplique-se isto por 20 twitters e a informação torna-se inavegável.

 

4. Poder de síntese
A favor O limite de 140 caracteres por tweet controla os fala-barato e desenvolve a concisão.
Contra Esqueça o debate de ideias. A não ser que faça batota e envie vários tweets sobre o mesmo tema. É o paraíso dos chavões.

 

5. Comunicar de qualquer lugar
A favor Está no trânsito ou na praia: com aplicações como o Twibble pode ler o seu Twitter no telemóvel ou enviar um tweet como se fosse um SMS.
Contra Vai ganhar fãs no twitter, mas arrisca-se a perder amigos. Poucas coisas são mais irritantes do que alguém que não larga o telemóvel.



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