Futebol

Adeus Champions. Este FC Porto não pertence a uma competição destas

por Rui Catalão, Publicado em 09 de Março de 2010   
Equipa azul e branca voltou a ser goleada (5-0) no Emirates Stadium e saiu da Liga dos Campeões pela porta pequena. Fucile foi o maior responsável
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Arsenal goleou ontem o FC Porto

O Emirates Stadium, actual casa do Arsenal, era ainda um embrião quando Costinha marcou aquele inesquecível golo de cabeça ao Manchester United. Na altura, o FC Porto seguiu para os quartos-de-final da Liga dos Campeões e só parou quando sentiu a taça nas mãos, em Gelsenkirchen. Exactamente seis anos depois dessa mítica noite de Old Trafford, o FC Porto foi uma equipa ingénua. E não foi culpa da pouca experiência de Nuno André Coelho – que até aqui só sabia o que era vestir de azul e branco na Taça de Portugal e na Taça da Liga – chamado a substituir os lesionados Fernando e Tomás Costa.


Na verdade, dois jogadores repartem as maiores responsabilidades pela eliminação do FC Porto. O primeiro é evidente: chama-se Nicklas Bendtner, fez um hat trick, e para os mais distraídos marcou dois golos a Portugal pela Dinamarca na qualificação para o Mundial. O avançado de 22 anos comportou-se como um jogador de alto gabarito, à imagem do que tinha feito quando defrontou a selecção portuguesa. Soube estar no sítio, quer para aproveitar da melhor forma um corte deficiente da defesa do FC Porto, quer para concluir da melhor forma uma grande jogada de Arshavin.


O segundo responsável estava equipado de azul, mas contribuiu para quatro dos cinco golos ingleses. Jorge Fucile teve uma noite desastrada, daquelas em que mais valia não pisar o relvado. Começou por chocar com Arshavin e Helton no lance em que Bendtner inaugura o marcador. Um quarto de hora depois, para borrar ainda mais a pintura, decidiu recuperar uma bola que teimava em não ultrapassar a linha lateral. Em vez de a afastar, o lateral uruguaio entregou-a de mão beijada a Arshavin, que furou pela área portista antes de servir o inevitável Bendtner para o segundo golo do Arsenal.


O FC Porto tentou reagir à desvantagem ainda na primeira parte. No entanto, os pupilos de Jesualdo Ferreira só conseguiram incomodar Almunia depois de uma lição do professor ao intervalo. Só que a vontade de lutar pela eliminatória morreu aos 63’, quando Nasri fez tudo o que quis da defesa azul e branca. Três minutos depois, Fucile entrou novamente em acção para ajudar a resolver de vez a eliminatória. A bola viajou de um canto do FC Porto até aos pés de Arshavin, com o lateral a assistir inerte ao sprint do russo. Uns metros mais à frente, Eboué encarregou-se de concluir a jogada. Para fechar a noite com chave de latão, Fucile ainda fez falta sobre Eboué já dentro da área. Bendtner tratou do resto.

Desta vez não houve milagre em Inglaterra e, à terceira visita, o FC Porto continua sem marcar um golo no Emirates Stadium, estádio que está longe de ser um Teatro dos Sonhos. Mais, os dragões saíram de Londres vergados com nova goleada na época passada, na fase de grupos. A Liga dos Campeões já faz parte do passado para o FC Porto, que agora vê a sua época reduzida à Taça da Liga e à Taça de Portugal.



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