O PSD vai requerer audições imediatas na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura a 25 jornalistas, directores e gestores da área da comunicação social para apurar se existe, ou não, “condicionamento da liberdade de expressão” em Portugal. A informação foi avançada há minutos pelo líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco, que sublinhou a urgência desse requerimento na sequência das “notícias que se multiplicam sobre esse condicionamento”.
Sem adiantar se o PSD tenciona apoiar a proposta do Bloco de Esquerda para a criação de uma comissão de inquérito, o dirigente social-democrata alertou, no entanto, para o facto de essa comissão não poder constituir-se e iniciar funções “antes de Março”, em virtude da “ocupação muito aturada” na agenda parlamentar. Por isso, o PSD defende que “a actualidade exige que se façam desde já as audições” no âmbito da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura. “Por via destas audições a personalidades e empresas, será possível fazer um relatório e aquilatar se existe, ou não, matéria para depois instaurar uma comissão de inquérito”, apontou Aguiar-Branco, defendendo a necessidade de “saber se a questão da liberdade de expressão se confina, ou não, ao caso TVI”.
A proposta hoje apresentada pelo líder parlamentar do PSD inclui audições aos directores do “Jornal de Notícias”, “Sol”, “Expresso”, “Diário Económico” e TVI, a administradores da Controlinveste, Cofina, Portugal Telecom, Ongoing e Media Capital, aos jornalistas Mário Crespo, Felícia Cabrita, Ana Paula Azevedo e Manuela Moura Guedes, ao administrador da PT Rui Pedro Soares, ao administrador do grupo Prisa Manuel Polanco, e também a José Eduardo Moniz e a Arons de Carvalho.




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