Super Bowl

Saints: Obama deu o mote. E até Peyton Manning ajudou

por Rui Silva, Publicado em 09 de Fevereiro de 2010   
Drew Brees conduziu a equipa de Nova Orleães à primeira Super Bowl
A tradição ainda é o que era. O treinador vencedor é banhado com Gatorade. Tudo começou em 1970 com os Kansas City Chiefs
Barack Obama ainda era apenas um senador do Illinois e já fazia questão de comentar o desporto norte-americano. Fã dos Chicago White Sox (basebol), começou por criticar outro desporto: o modelo universitário para as finais do futebol americano. No ano passado, já como presidente, torceu pelos Pittsburgh Steelers.

Agora, com New Orleans Saints e Indianapolis Colts na final, Barack Obama voltou a mostrar preferência: "As duas equipas são fantásticas, mas estou a torcer pelos Saints, não só porque não são favoritos, mas também por tudo o que se passou em Nova Orleães nos últimos anos [furacão Katrina]. A Super Bowl tem um grande significado para eles."

E Obama tinha razão. Os Colts eram favoritos e no primeiro período chegaram a uma vantagem de 10-0. Os Saints não desesperaram e no derradeiro período, passaram para a frente com 24-17. Os Colts tiveram uma última oportunidade para ganhar a partida, mas Peyton Manning, um dos melhores quarterbacks, permitiu uma intercepção a Terry Porter, que resultou em mais um touchdown para os Saints: 31-17 e vitória incontestada. Drew Brees, o quarterback da equipa do Louisiana, igualou Tom Brady na tabela de mais passes completos numa Super Bowl (32).

O português Jamie Silva esteve em campo, mas não teve qualquer acção para a estatística. Ainda assim, o "Miami Herald" deu-lhe a distinção de "Melhor Cabelo": "Não há dúvidas neste prémio. Ainda estamos a tentar descobrir como é que se consegue deixar crescer o cabelo para ficar uma juba daquelas."

O triunfo confirmou o palpite de Obama, mas já há quem anteveja uma desvantagem política para o presidente norte-americano. Em 2008 Obama perdeu por mais de 350 mil votos no Louisiana e só teve uma vantagem de 29 mil em Indiana. Os adeptos podem não esquecer a traição e dificultar uma eventual reeleição em 2012.


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