Secreta espanhola investiga em Portugal à revelia de SIS

Publicado em 08 de Fevereiro de 2010   
Explosivos alegadamente da ETA destruídos pela GNR numa pedreira junto a Óbidos
A GNR terá detectado a presença de elementos do Centro Nacional de Inteligência – a secreta espanhola – em território português mas o Sistema de Informações e Segurança português (SIS) nunca foi informado nem contactado. O SIS só soube da presença efectiva da ETA no dia em que foram encontrados explosivos numa vivenda em Óbidos, avança o Diário de Notícias.
Os serviços de informação da GNR já tinham feito chegar a informação de que se tinham encontrado com serviços da secreta espanhola em Portugal. Segundo uma fonte a informação foi passada a superiores hierárquicos mas “nunca foi valorizada” e por isso nunca chegou ao SIS, nem ao próprio ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
Em 2007 foi acordada a criação de uma equipa conjunta entre os dois países para o combate à ETA, por suspeitas de que a organização terrorista estaria a deslocar-se para Portugal para criar bases de apoio. A decisão foi tomada na sequência de um atentado da ETA em que foi usado um carro português mas a intenção nunca passou do papel.
O SIS não tinha nenhum indício concreto da presença da ETA em Portugal, mas, avança o DN, os analistas do SIS conceberam hipóteses teóricas sobre os locais onde a organização terrorista pode estar instalada.
A GNR terá intensificado a patrulha de carrinhas em operações STOP nos últimos tempos mas a falta de informação levou os militares a não comunicar à Polícia Judiciária a apreensão de uma carrinha perto de Óbidos com explosivos.


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