A
GNR terá detectado a presença de elementos do Centro Nacional de Inteligência – a secreta espanhola – em território português mas o Sistema de Informações e Segurança português (SIS) nunca foi informado nem contactado. O SIS só soube da presença efectiva da
ETA no dia em que foram encontrados explosivos numa vivenda em Óbidos, avança o
Diário de Notícias.
Os serviços de informação da
GNR já tinham feito chegar a informação de que se tinham encontrado com serviços da secreta espanhola em Portugal. Segundo uma fonte a informação foi passada a superiores hierárquicos mas “nunca foi valorizada” e por isso nunca chegou ao SIS, nem ao próprio ministro da
Administração Interna, Rui Pereira.
Em 2007 foi acordada a criação de uma equipa conjunta entre os dois países para o combate à
ETA, por suspeitas de que a organização terrorista estaria a deslocar-se para Portugal para criar bases de apoio. A decisão foi tomada na sequência de um atentado da ETA em que foi usado um carro português mas a intenção nunca passou do papel.
O
SIS não tinha nenhum indício concreto da presença da ETA em Portugal, mas, avança o DN, os analistas do
SIS conceberam hipóteses teóricas sobre os locais onde a organização terrorista pode estar instalada.
A
GNR terá intensificado a patrulha de carrinhas em operações
STOP nos últimos tempos mas a falta de informação levou os militares a não comunicar à
Polícia Judiciária a apreensão de uma carrinha perto de Óbidos com explosivos.
Comentários