A China considerou hoje "infundadas" as críticas do presidente Barack Obama à cotação da moeda chinesa e advertiu que "as pressões" ocidentais "não ajudam a resolver" o diferendo.
"Esperamos que a parte americana encare a questão de um ponto de vista claro e objetivo", disse o porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Ma Zhaoxu.
"Acusações e pressões infundadas não vão ajudar a resolver a questão", acrescentou.
Barack Obama evocou na quarta-feira a questão do yuan (a moeda chinesa) ao prometer "firmeza" face à China quanto ao cumprimento de acordos comerciais bilaterais.
Como a União Europeia, os Estados Unidos consideram que a cotação do yuan está artificialmente baixa e favorece as exportações chinesas.
O governo chinês tem rejeitado, até agora, valorizar a sua moeda.
"Uma das dificuldades que devemos tratar no plano internacional é a evolução das moedas e a maneira como se ajustam, para que os preços dos nossos produtos não sejam artificialmente altos e os deles artificialmente baixos", disse o presidente norte-americano.
Desde 2005, a cotação do yuan subiu cerca de 20 por cento em relação ao dólar, mas no último ano manteve-se praticamente indexada à moeda norte-americana.




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