25 mil euros para criar empresas: desempregados vão ter microcrédito

por Miguel Pacheco, Publicado em 04 de Fevereiro de 2010   
Plano Nacional será hoje discutido em Conselho de Ministros. Objectivo é criar emprego
Ministra do Trabalho, Helena André
Serão 25 mil euros para criar uma empresa, sair do desemprego e depender do Estado com taxas de juro bonificadas. O esqueleto do novo Plano Nacional de Microcrédito, que será hoje discutido em Conselho de Ministros, aposta nestas três premissas para promover empresários que, por falta de rendimentos, estavam até agora impossibilitados de ter acesso à banca. O projecto já tinha sido anunciado em Dezembro pela ministra do Trabalho e Solidariedade Social, Helena André, e avança agora com o apoio de várias bancos - entre os quais o BES e sociedades financeiras de microcrédito. Segundo apurou o i, do plano que será hoje discutido no Conselho de Ministros constam ainda medidas para garantir a formação e qualificação dos dirigentes intermédios das instituições de solidariedade social, bem como outras medidas de apoio social.

Nos últimos meses foi conhecido o pacto - partilhado entre o Estado, empresas e redes de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) - para salvar do desemprego cerca de 25 mil pessoas que já não recebem qualquer apoio financeiro. O objectivo é, por exemplo, recuperar 15 mil que hoje dependem do rendimento social de inserção (RSI), trazendo-os de volta ao mercado laboral em 2010. Em 2009, as IPSS, em estreita cooperação com o Estado, tiraram cerca de 30 mil pessoas do desemprego, pondo-as a trabalhar nessas instituições.

A manutenção e a expansão desta rede de apoios sociais - creches, lares de idosos, centros de dia, serviços de apoio a deficientes e a idosos acamados - custou, em 2009, cerca de 1,2 mil milhões de euros aos contribuintes portugueses. O mesmo que será gasto na terceira fase de recuperação das escolas secundárias, por exemplo. Números enviados pelo Ministério da Solidariedade ao i mostram que o reforço daquela verba foi de 4% face a 2008.


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