Estratégia pela abstinência: EUA voltam atrás

Publicado em 03 de Fevereiro de 2010   
Estudo prova que educação sexual centrada na abstinência tem mais resultados que outras abordagens
Obama aposta em programa ?no sex?
Encorajar os jovens a manterem-se virgens sempre foi uma abordagem envolta em negativismo, mas um novo estudo norte-americano - cujos resultados estão já a abalar os dogmas da educação sexual nos Estados Unidos - vem provar que encorajar os adolescentes a iniciar a sua vida sexual mais tarde tem mais benefícios do que apostar em programas de educação sexual mais liberais. "Acho que excluímos a educação pela abstinência sem avaliarmos as evidências", explica John B. Jemmott III, que liderou o estudo. "A nossa investigação mostra que esta é uma abordagem válida."

As descobertas surgem num contexto de intenso debate sobre como reduzir o número de gravidezes e de doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre os adolescentes americanos, números que voltaram a aumentar depois de uma década em queda. "Este estudo vira o jogo por completo", admitiu ontem Sarah Brown, que lidera a Campanha Nacional de Prevenção de Gravidez nos Adolescentes.

Também outros especialistas se manifestaram positivamente face aos resultados. Entre os adolescentes do 6.o e 7.o anos que só tiveram este tipo de aulas de Educação Sexual, 33% iniciaram a vida sexual, contra 52% dos que apenas tiveram aulas sobre sexo seguro. Contudo, ressaltam os cientistas, este programa não é moralista e não exclui os ensinamentos básicos para os que pretendem iniciar a sua vida sexual. A administração Obama já admitiu que esta estratégia está na linha da frente para receber fundos federais. Joana Azevedo Viana


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