Greve dos enfermeiros: centros de saúde e hospitais da Madeira só com serviços mínimos

por Agência Lusa, Publicado em 28 de Janeiro de 2010   

Vários hospitais e centros de saúde da Madeira estão hoje a assegurar apenas os serviços mínimos aos utentes, por causa do segundo dia da greve dos enfermeiros, segundo o sindicato que convocou o protesto.

"Nos hospitais dos Marmeleiros e João de Almada a greve é de 100 por cento e nos sectores de ortopedia e de cirurgia do hospital Dr. Nélio Mendonça a greve é igualmente de 100 por cento, pelo que nestas unidades e nestes sectores só estão assegurados os serviços mínimos", disse à Agência Lusa o presidente da Direcção Regional do Sindicato dos Enfermeiros, Juan Carvalho.

Este dirigente sindical adiantou ainda que a adesão à greve tem também adesão total em alguns centros de saúde da região, como no Paúl do Mar, Camacha e Estreito de Câmara de Lobos.

"Pelos contactos que já fizemos e as informações que nos vêm chegando, prevemos que a greve atinja os valores de quarta-feira, ou seja, os 90 por cento", acrescentou.

Já os dados do SESARAM - Serviços de Saúde da Região Autónoma da Madeira referentes ao primeiro dia de greve apontavam para uma adesão na ordem dos 85 por cento. "Estes valores de adesão são uma prova do descontentamento dos enfermeiros", concluiu Juan Carvalho.

Os enfermeiros estão em greve desde quarta-feira, em protesto contra a proposta de ingresso na carreira com um salário de 995 euros, um valor abaixo dos actuais 1020 euros. As cotas que limitam o acesso de apenas 10 por cento destes profissionais ao topo da carreira é outro dos motivos invocados para a realização da greve, que termina na sexta-feira.



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