No aniversário da libertação de Auschwitz, Bento XVI lembra “crueldade inaudita” dos campos nazi

por Agências, Publicado em 27 de Janeiro de 2010   
Será que Bento XVI tem Pink Floyd no iPod?

No 65º aniversário da libertação do campo de Auschwitz-Birkenau, o Papa Bento XVI recordou a “crueldade inaudita” dos campos de concentração da Alemanha nazi. A libertação de Auschwitz e "o testemunho dos sobreviventes revelaram ao mundo o horror dos crimes de extrema crueldade cometidos nos campos de extermínio criados pela Alemanha nazi", disse o Papa num discurso em italiano. Em alemão, a sua língua materna, pronunciou que o “horror nazi lembra-nos o respeito da vida”.

O Papa dedicou o “Dia da Memória” a “todas as vítimas destes crimes, especialmente no aniquilamento planeado dos judeus” e homenageou “todos os que, pondo em risco a própria vida, protegeram os que eram perseguidos”.

Na intervenção, o Papa mostrou-se “comovido” ao recordar “as inumeráveis vítimas de um cego ódio racial e religioso, que sofreram a deportação, a prisão, a morte naqueles lugares aberrantes e desumanos”. “A memória de tais factos, em particular o drama da Shoah que atingiu o povo judaico, suscite um respeito cada vez mais convicto da dignidade de cada pessoa, para que todos os homens se percebam como uma única grande família humana”, concluiu.

Dirigentes de cerca de 20 países e centenas de antigos prisioneiros celebram hoje o 65º aniversário da libertação de Auschwitz, o maior campo de concentração do Terceiro Reich. Nesse dia, 7 mil sobreviventes foram libertados. Dez dias antes, as SS tinham evacuado mais de 60 mil prisioneiros e muitos acabariam por falecer. Mais de um milhão de pessoas morreram nas câmaras de gás, cujo vestígios ainda podem ser vistos em Auschwitz.

 



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