O Governo vai dar especial importância à promoção internacional da Língua Portuguesa, nesta legislatura, nomeadamente através do ensino e da sua expansão junto de organismos internacionais, indicam as Grandes Opções do Plano (GOP).
"Serão privilegiadas a promoção e a difusão da Língua Portuguesa fora do espaço da CPLP" (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e vai procurar-se, em colaboração com os estados-membros desta, "promover o português como língua oficial ou de trabalho de organizações internacionais e, em particular, no sistema das Nações Unidas", refere o documento.
Lembrando "o reforço do papel do Instituto Camões", o Governo indica que vai ainda propor uma profunda reestruturação do funcionamento e dos objectivos do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), em colaboração com o secretariado e com os países membros da CPLP.
Na cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, em Julho próximo, em Luanda, prevê-se a adopção do novo enquadramento jurídico do IILP tendo em vista a "construção de políticas concertadas" de promoção da Língua Portuguesa e a sua internacionalização efectiva.
O Fundo da Língua Portuguesa "garantirá o financiamento de projectos que visem a valorização e difusão da Língua Portuguesa no Mundo", diz o documento.
Na presente legislatura, o Governo refere igualmente que vai continuar as acções de diplomacia bilateral e multilateral de apoio à internacionalização da economia e das empresas portuguesas e ao aumento das exportações, em articulação com embaixadas e estruturas consulares.
No domínio da cooperação, o governo diz que tenciona reforçar o papel de coordenação do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento) e que quer prosseguir a política de 'clusters da cooperação portuguesa'.
Segundo as GOP, "no decorrer da legislatura, o governo definirá novos Programas Indicativos de Cooperação com todos os países parceiros da cooperação portuguesa, continuando a aposta numa programação orçamental plurianual".
Sobre o relacionamento com os países da CPLP, Portugal promete dar especial atenção à situação na Guiné-Bissau, "a sair de uma longa e prolongada crise política" e aponta "a possível realização de uma primeira cimeira com Cabo Verde".




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