Rasto
por Ana Rita Guerra, Publicado em 14 de Janeiro de 2010
Fico sempre espantada com a forma como algumas pessoas continuam a usar a tecnologia e a internet – como se fosse indetectável, inofensiva e anónima. Transformam-se por trás de um teclado tal como se transformam por trás de um volante. E não estou sequer a falar dos comentários insultuosos, ofensivos, mal-educados, mal intencionados, que todos os dias aparecem aos milhões nas páginas de internet. Estou a falar de coisas como fugir da prisão e montar uma página no Facebook a contar as peripécias; ou de roubar telemóveis e auto-fotografar-se com eles.
Recordo, quando leio sobre episódios como este, uma frase dita por um advogado num dos primeiros casos em que e-mails foram usados como prova condenatória: tudo o que se faz online deixa um rasto. E o que deixa rasto é, eventualmente, detectável. Todos temos que nos lembrar disto.
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