Os ex-governantes Jorge Coelho e Luís Parreirão foram constituídos arguidos num caso de transferência de verbas para o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, noticiou hoje a TVI.
O ex-ministro do Equipamento Social e o ex-secretário de Estado das Obras Públicas foram ouvidos em Dezembro pela Polícia Judiciária sobre este caso que remonta a 2001 e está relacionado com as negociações entre a Câmara de Santarém, a Estradas de Portugal e o CNEMA, que pertence à Confederação de Agricultores (CAP).
Já foram feitas buscas à Câmara e à CAP, estando em causa 4,5 milhões de euros que a autarquia deveria ter transferido para o CNEMA.
Em directo na TVI, Jorge Coelho recusou qualquer envolvimento no caso. "É estranho estar a ser investigado sobre um projecto em que não estive envolvido. Não está lá a minha assinatura", explicou. "Mas se há matéria acho muito bem que a justiça investigue."
Sobre um eventual afastamento do seu cargo de presidente executivo da Mota-Engil, Jorge Coelho foi claro, recusando qualquer consequência profissional desta notícia. "Esse processo desenvolveu-se há 11 anos e não tem nada a ver com a minha vida actual. Espero que o responsável seja punido, mas não tive nada a ver com isto."
Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém disse também à Lusa que a constituição de Jorge Coelho como arguido "é uma história muito mal contada", acrescentando depois à TVI tratar-se de um processo interno da Câmara.
Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém disse também à Lusa que a constituição de Jorge Coelho como arguido "é uma história muito mal contada". À TVI disse também que se tratava de uma investigação interna da câmara.




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