Portugal enfrenta risco de “morte lenta”

Publicado em 13 de Janeiro de 2010   
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A economia portuguesa enfrenta um risco alto de “morte lenta”, alerta a agência de rating Moody’s, num relatório sobre dívida europeia hoje publicado.

A Moody’s – que aguarda pelo Orçamento do Estado para 2010 para decidir se corta a classificação da dívida portuguesa – coloca Portugal no mesmo plano negativo que a Grécia, e traça um cenário negro para os próximos anos.
“Grécia e Portugal são dois exemplos de países que mostram baixa competitividade dentro da união monetária, que se tem traduzido em défices externos muito elevados”, aponta a agência. É provável que esse fosso de competitividade resulte numa ‘sangria’ de potencial económico e numa subida dos impostos se não for invertida”, acrescenta.
A Moody’s - uma das três  grandes agências mundiais de rating - explica a sequência de acontecimentos que levará a esta “morte lenta”: uma parte cada vez maior da criação de riqueza será absorvida pelo pagamento de juros ao exterior; os investidores externos exigirão juros cada vez mais altos para comprar a dívida portuguesa; perante o crescimento baixo, os governos terão de subir impostos para estabilizar o défice, prejudicando assim ainda mais o potencial económico, já de si baixo.
A agência considera que Portugal tem ainda tempo – mais do que a Grécia – para evitar este rumo. “Mas a janela temporal que tem para agir não estará aberta indefinidamente”, avisa. A Moody’s reviu no final de 2009 de “estável” para “negativo” a perspectiva para a classificação da dívida pública portuguesa. Descidas no rating levam ao aumento dos juros a pagar pela República, algo que tem impacto negativo nos custos de financiamento da banca e de toda a economia.



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