A presidência espanhola da União Europeia assegurou hoje à Islândia que o contencioso com Londres e Haia a propósito da falência do banco Icesave não terá impacto no seu pedido de adesão, disse hoje o chefe da diplomacia islandesa.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Islândia, Ossur Skarphendinsson, falou hoje com o seu homólogo espanhol, Miguel Angel Moratinos, cujo país assegura neste semestre a presidência rotativa da UE.
Nessa conversa, Moratinos disse que a presidência espanhola da UE considera que o caso do banco Icesave e a candidatura da Islândia à UE são questões separadas. Segundo Skarphendinsson, o ministro espanhol disse que "a nova situação na Islândia não terá impacto na análise do pedido" de adesão deste país à UE.
Sexta-feira, Moratinos afirmou que a questão do banco Icesave e do bloqueio ao reembolso dos investidores estrangeiros podia atrasar o processo de negociações para a adesão.
O presidente islandês, Olafur Ragnar Grimsson, declarou terça-feira que não tenciona promulgar uma lei destinada a reembolsar 3,8 mil milhões de euros avançados pelo Reino Unido e pela Holanda para indemnizar mais de 320.000 dos seus cidadãos lesados pela falência do banco islandês na crise de Outubro de 2008.
O presidente disse ter decidido submeter essa lei a referendo.
Pouco depois desse anúncio, o secretário de Estado das Finanças britânico, Paul Myners, advertiu a Islândia de que a eventual rejeição da lei num referendo pode pôr em causa a adesão do país à UE.
A Islândia apresentou formalmente em Julho um pedido de adesão à UE com o objectivo de estabilizar a sua situação económica depois da crise de 2008.




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