Nem todos os professores podem progredir na carreira

por Sandra Pereira, Publicado em 30 de Dezembro de 2009   

Os professores que obtiverem notas “Excelente” e “Muito Bom” chegarão garantidamente ao topo da carreira, mas quem conseguir um “Bom” não tem progressão assegurada. O esclarecimento é da ministra da Educação após uma nova falha das negociações entre governo e professores. “O ‘Bom’ é um quadro muito amplo”, apontou esta noite Isabel Alçada, em conferência de imprensa.

“Todos os que tiverem Excelente e Muito Bom chegam ao topo”, garantiu a ministra. Quanto aos restantes, “nem todos chegam ao topo de carreira” devido à limitação de vagas que existe em toda a administração pública, explicou a ministra. “Em nenhuma carreira todos chegam ao topo”, notou Isabel Alçada, acrescentando que, se tal acontecesse na carreira docente, seria uma excepção. Para Isabel Alçada, este modelo de avaliação é “equilibrado e exigente”.

Na próxima semana, o Ministério da Educação vai apresentar aos sindicatos uma nova proposta para a revisão da carreira e da avaliação docente, depois de hoje ter falhado um acordo entre as duas partes, avançou a Fenprof. Ainda assim, a ministra disse que “o calendário negocial decorreu como estava previsto” e “houve muitos pontos em que houve acordo”.

Na actual proposta do governo, os docentes avaliados com "Bom", mas que por falta de vaga não consigam aceder àqueles escalões, terão prioridade no ano seguinte, "imediatamente a seguir" aos professores classificados com "Muito Bom" e "Excelente", que progridem independentemente da existência de lugar.



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