Emprego e retoma dependem das obras públicas
por Sandra Pereira, Publicado em 30 de Novembro de 2009
A Mota-Engil é a 45a maior empresa de construção da Europa, aponta o ranking da Deloitte
Mota-Engil, Teixeira Duarte e Soares da Costa estão entre as 100 maiores construtoras da Europa, mostra o relatório anual European Powers of Construction 2009, da consultora Deloitte.
Na 45.a posição, a Mota-Engil é a maior empresa portuguesa no ranking - subiu 26 lugares em relação a 2007 - com 1,5 mil milhões de euros em receitas no ano fiscal que terminou em Dezembro 2008. A Teixeira Duarte ocupa o 78.o lugar e a Soares da Costa fica em 86.o
Depois de um crescimento económico nulo em 2008, este ano fica marcado pelo clima de recessão com resultados menos felizes para o sector da construção - principalmente na habitação, indica o relatório da Deloitte. Após uma contracção de 9% em 2008, "o mercado de construção residencial deverá sofrer uma quebra de 3% a 5% [este ano], num segmento que representa 38% do sector em Portugal", nota João Costa da Silva, partner da consultora no sector.
O relatório aponta ainda uma diminuição da mão-de-obra: em 2008, a construção empregou menos 10 800 trabalhadores que em 2007. Contudo, existem sinais de retoma, contrapõe o consultor, que prevê um crescimento de 6% a 8% na engenharia civil - que representa 37% da construção nacional.
Os lucros que a Mota-Engil comunicou recentemente confirmam a tendência: 67,9 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 377% do que no homólogo - contando com a Martifer. "Em 2010, todas as expectativas estão nos grandes projectos de investimento público, como o novo aeroporto de Lisboa, a linha de alta velocidade e as parcerias público-privado", realça Costa da Silva.
A nível europeu, o relatório nota que o financiamento público ajudou a prevenir uma maior retracção no sector. Porém, com a queda significativa da procura no privado e os cortes governamentais previstos, a retoma não será fácil. A construção vai continuar muito competitiva em 2010, em especial na habitação.
No primeiro lugar do ranking da Deloitte, está a francesa Vinci, com cerca de 30 mil milhões de euros em receitas de construção em 2008.
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.
Artigo: Emprego e retoma dependem das obras públicas
Comentários