As falhas nos pagamentos da empresa pública de imobiliário Dubai World não afectam, para já, a Caixa Geral de Depósitos e o BES. A garantia foi dada pelos presidentes dos dois bancos, Faria de Oliveira e Ricardo Salgado na iniciativa da Associação Comercial de Lisboa, Match play, juntou os dois banqueiros num debate moderado por Fátima Campos Ferreira.
A holding do BES, a Espírito Santo Financial Holding tem uma operação de gestão de activos de particulares no Dubai orientada para o mercado indiano. O grupo BES não tem exposição ao Dubai World, a empresa pública de promoção imobiliária que entrou em incumprimento – pediu uma moratória de seis meses para pagar empréstimos de 60 mil milhões de dólares. Esta situação afecta sobretudo bancos do Médio Oriente e asiáticos.
Ricardo Salgado desdramatiza o impacto desta situação, lembrando que o Dubai faz parte dos emirados Árabes Unidos, organização que conta com estados muito ricos como o Abu Dabi que tem petróleo e que pode apoiar o Dubai nesta emergência. Como muitos dos investidores no imobiliário do Dubai são destes países e não há interesse em deixar cair o Dubai.
De resto, não vejo aqui uma crise se que se vai arrastar a outros estados, mas não deixa de ser um problema grave”.
O BES não tem exposição directa à dívida da Dubai World, mas tem uma exposição limitada ás empresas portuguesas que exportam para o Dubai. “Estamos tranquilos”, disse Salgado E os exportadores nacionais podem ser afectados se houver uma crise mais profunda na região do golfo.




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