Moody's mantém outlook negativo da banca nacional

Publicado em 25 de Novembro de 2009   
As más previsões da agência Moody's são atribuídas à contracção do PIB e ao desemprego
A queda dos resultados dos cinco grandes bancos a operar em Portugal é de 1%, valor que indicia alguma recuperação
A agência de notação financeira Moody's anunciou ontem a manutenção do outlook negativo para os bancos portugueses, adiantando que estes deverão continuar sob pressão. A avaliação resulta do "impacto negativo do fraco ambiente macroeconómico". Este ambiente é "caracterizado pela contracção do PIB e pela subida do desemprego" e vai afectar "de forma negativa a qualidade dos activos, a rentabilidade e o capital dos bancos portugueses", explicou Orga Cerqueira, analista da Moody's.

Junte-se a esta conjuntura a "persistente fraqueza estrutural" da banca nacional, ou seja, "a alta exposição do risco de crédito ao risco do mercado, a forte dependência do financiamento e as questões relacionadas com corporate governance. Todos estes factores já tinham levado a agência a realizar, em Setembro, cortes nos ratings de quatro bancos portugueses - CGD, BCP, BES e Montepio.

Apesar de tudo, Maria Cabanyes, vice-presidente da Moody's, destaca a ajuda "excepcional" do governo à banca, em especial ao BPN e ao BPP, que "possibilitou aos bancos maior estabilidade nas emissões de dívida sénior e dos rácios de depósitos" durante a crise.

Mas a Moody's diz ainda que o "apoio sistémico" irá permanecer elevado, mesmo depois da saída da crise, uma vez que os cinco maiores bancos portugueses concentram 75% do sistema financeiro. O mesmo não acontece com as instituições mais pequenas, caso não reforcem o seus rácios de crédito na altura em que o Estado reduzir o apoio.



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