Olivier reúne em livro receitas criadas em 10 anos

Publicado em 23 de Novembro de 2009   
Olivier está mais habituado ao conforto do seu restaurante

O chefe Olivier decidiu reunir em livro as receitas que criou ao longo dos últimos dez anos com “imaginação e emoção”, os dois factores que considera essenciais para uma cozinha de sucesso.

O resultado é “Olivier - 10 Anos”, um álbum de capa dura editado pela Presença, com 150 páginas de receitas, acompanhadas de fotografias de todos os pratos, desde as entradas às sobremesas, passando por sopas, massas e saladas, pratos de carne e de peixe e que inclui ainda um glossário, para os menos entendidos em termos culinários.

“Eu nunca invento nada: junto o que os outros fizeram com o que eu quero fazer”, disse hoje à Lusa Olivier da Costa, de 34 anos, sobre a forma como encara a comida que cria para os seus dois restaurantes, Olivier Avenida, no Hotel Tivoli Jardim, e Olivier Café, na rua do Alecrim.

As 61 receitas que resolveu partilhar com os leitores constituem - explicou - “um elenco de pratos que são já uma imagem de marca”, razão pela qual achou que “era tempo de fazer um livro”, depois de se ter iniciado na área da restauração há 13 anos e de ter tido o seu primeiro restaurante, no Bairro Alto, há uma década.

Entre a alheira de caça com ovo de codorniz, o folhado com queijo de cabra e a bomba branca (uma sobremesa com merengue e frutos vermelhos), estas receitas, pensadas para “seduzir os estômagos e os corações”, reúnem ingredientes e influências de todas as geografias e o objectivo é “uma explosão de sabor na boca à primeira garfada”, comenta Olivier, que afirma, sem preconceitos, que a sua cozinha é “comercial”.

“No fundo, eu sou uma loja de retalho, porque compro e vendo e quero é que as pessoas venham comprar à minha loja”, indicou.

Por isso, Olivier vai abrir mais umas “lojas”, destinadas a diferentes públicos: entre Fevereiro e Março do próximo ano vai inaugurar uma pizzeria-hamburgueria chamada Olive Oil na rua Barata Salgueiro e um “wine bar” na rua de São Nicolau, em Lisboa.

Tenciona ainda criar um restaurante de gastronomia portuguesa, onde possa servir pratos como rissóis de amêijoa preta e rabo de boi com hortelã, “se calhar também para o ano”, porque “parar é morrer”, defende.

 



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