Mau tempo: 119 novos alertas de cheias em Inglaterra e na Escócia

Publicado em 21 de Novembro de 2009   
Um morto e três cidades submersas activam ajudas urgentes. Mas o mau tempo está para durar
Cheias em Inglaterra
O Norte de Inglaterra e o Sul da Escócia foram duramente afectados por chuva e vento fortes, naquelas que já são consideradas cheias de proporções bíblicas, nunca antes vistas na Grã-Bretanha.

Os primeiros números tornados públicos são assustadores: zonas de cidades submersas em mais de 2,5 metros de água; 300 pessoas desalojadas; quatro pontes destruídas; 119 alertas de risco de novas cheias. Segundo as autoridades, dezenas de pessoas dadas como desaparecidas durante a manhã de ontem foram localizadas, mas o primeiro corpo encontrado desde o início da tragédia poderá ser o de Bill Parker, um polícia de trânsito que desapareceu quando a ponte de Northside ruiu.

As cidades mais afectadas - Cockermouth, Cumbria, Keswick e Workington - são costeiras ou situam-se entre os rios Cocker e Derwent, mas nem os diques as protegeram. O caos instalado desde então gerou uma mobilização impressionante, que espantou os mais preparados para a catástrofe: equipas da guarda costeira, polícia, bombeiros e exército têm estado, nas últimas 24 horas, a ajudar no resgate e no apoio às centenas de desalojados, ao mesmo tempo que se preparam para um fim-de-semana com igual risco de cheias. "Acho que as chuvas piores já passaram, mas o risco de cheias mantém-se", adiantou à CNN o meteorologista Robin Thwaytes

Antes de pensar na maneira de recuperar dos estragos, a Grã-Bretanha tem de se preparar para novas doses de chuva e vento. Em Cockermouth, cidade natal do poeta William Wordsworth e vila turística por excelência, a população está preparada para o pior. O deputado Tony Cunningham sublinha mesmo: "Cheias destas só se vêem de mil em mil anos."


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