Face Oculta: Paulo Penedos regressa ao Juízo de Aveiro para ouvir medidas de coacção

por Pedro Sales Dias, Publicado em 20 de Novembro de 2009   
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Paulo Penedos, advogado arguido no processo Face Oculta e filho de José Penedos, presidente da REN também envolvido no caso, regressou esta tarde ao Juízo de Instrução Criminal de Aveiro para ouvir as medidas de coação a que ficará sujeito. Paulo Penedos, interrogado anteontem pelo juiz, é suspeito de ter favorecido Manuel Godinho – único arguido em prisão preventiva à ordem do processo – em troca de compensações monetárias.
De acordo com a investigação, terá recebido 270 mil euros das mãos de Godinho para interceder junto do pai. Assim, terá fornecido informações privilegiadas ao empresário de Ovar sobre concursos públicos, garantindo a vitória das empresas do líder da rede tentacular de corrupção. Chegou pelas 15h40, acompanhado pelo advogado Ricardo Sá Fernandes, e não falou aos jornalistas.


Lopes Barreira inquirido no juízo criminal de Aveiro


Para já, o juiz António Costa Gomes continua a ouvir o empresário Fernando Lopes Barreira. O também consultor e fundador da extinta Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária é suspeito de ter facilitado a Manuel Godinho contactos com Jorge Coelho, Mário Lino e João Mira Gomes.  
Lopes Barreira, próximo do também arguido Armando Vara desde a criação da Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária, chegou pelas 14h30 acompanhado pelos advogados Pedro Pidwell, Teresa Alegre e Marlene Miranda. À entrada os advogados explicaram que vão primeiro consultor o processo antes de qualquer tomada de declarações de Lopes Barreira.
De manhã, António Paulo Costa, quadro da Petrogal foi ouvido pelo juiz durante três horas. O interrogatório foi interrompido e o arguido será ouvido novamente no dia 26. De acordo com a investigação recebeu um automóvel de luxo da marca Mercedes a troco de favores a Godinho, nomeadamente a garantia de adjudicação de concursos ao universo empresarial de Godinho em contratos de tratamento e limpeza de resíduos da Galp.
O interrogatório “decorreu com toda a serenidade e rigor”, disse à saída o advogado de Paulo Costa, Carlos Pinto Abreu. “As diligências estão cobertas pelo segredo de justiça”, acrescentou sem querer responder às questões colocadas pelos jornalistas.



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