Segurança Privada

Trabalhadores da Esegur subscreveram um abaixo-assinado contra "práticas ilícitas" da empresa

por Agência Lusa, Publicado em 20 de Novembro de 2009   
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Cerca de cinquenta trabalhadores da Esegur subscreveram já um abaixo-assinado contra "práticas ilícitas" daquela empresa de segurança privada, acusando-a de não cumprir os requisitos de formação e obrigar a testes de polígrafo "sob coacção", o que a entidade nega.

O abaixo-assinado, a que a agência Lusa teve acesso, é promovido pela Associação Portuguesa para a Formação e Qualificação de Segurança e, segundo o seu presidente, António Rebelo, destina-se ao "Ministério da Administração Interna e à Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública", que tutelam o sector da segurança privada.

A recolha de assinaturas, que ainda decorre, fez-se ao mesmo tempo que um ex-funcionário, Líbano Ferreira, fez greve de fome à porta da sede da Esegur, no Prior Velho.

A greve de fome, que durou mais de duas semanas, terminou na semana passada. Entre as reivindicações de Líbano Ferreira contam-se as que a associação levanta no abaixo-assinado.

Além de argumentar que a empresa "não está a cumprir as normas dispostas na legislação em vigor" sobre as horas de formação, acusação que a Esegur já rejeitou diversas vezes, os promotores do abaixo-assinado afirmam que no transporte de valores há também várias regras que não estão a ser cumpridas.

Concretamente, afirmam que a empresa não cumpre as regras sobre entrada de ar exterior nos veículos, de blindagem do depósito de combustível e dos pneus e da presença de três vigilantes nos transportes de quantias superiores a dez mil euros.

A associação, que pretende "profissionalizar" o sector da segurança privada, contesta o que considera serem "práticas ilícitas", como os funcionários serem, "sempre que as chefias entendem", sujeitos a "testes de polígrafo sob coacção".

Sobre estas acusações, a Esegur já respondeu que "são falsas", argumentando que cumpre a legislação em vigor, quer no que diz respeito à formação, quer em termos de segurança dos veículos.

Quanto aos testes de polígrafo, a empresa admite utilizar o aparelho, mas rejeita que os testes sejam feitos sob coacção ou sirvam para fundamentar qualquer tipo de procedimento disciplinar.

A recolha de assinaturas, disse António Rebelo, vai continuar no princípio da próxima semana. Para já, quarenta e oito funcionários assinaram o documento. Segundo informações da Esegur, o quadro de pessoal no transporte de valores tem 538 funcionários.



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