Gripe: 90% dos casos provocados pelo H1N1

por Marta F. Reis, Publicado em 17 de Novembro de 2009   
Director-Geral da Saúde afasta relação entre morte de feto e a toma da vacina por grávidas
Opções
O Litoral regista o maior número de casos e nota-se uma aceleração em Lisboa. O director--geral da Saúde, Francisco George, admitiu ontem ao i que Portugal pode estar a entrar na primeira onda epidémica de gripe A. Para já, a estratégia para a pandemia mantém-se, mas a estratégia nacional pode vir a alterar-se. "A situação epidemiológica é que, a cada momento, dita as regras. É preciso ter a certeza que há uma evolução que justifique a adopção de medidas rápidas, ajustadas ao local", disse Francisco George. "Se um problema semelhante ao de Valença surgisse em Lisboa, exigiria medidas diferentes", sublinhou.

Neste momento a percentagem de casos de gripe sazonal é residual. "Há um eclipse das estirpes sazonais pela nova estirpe pandémica. Vamos ter quase 90% da nova a circular, mas para o ano esta já fará parte das sazonais", adiantou. Para já, grávidas e crianças entre os seis meses e os dois anos são considerados os principais grupos de risco, prioritários na vacinação, frisou Francisco George, negando qualquer preocupação quanto aos efeitos secundários da vacina. Também ontem a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), a Sociedade de Infecciologia Pediátrica e a Comissão de Vacinas da SPP emitiram um comunicado aconselhando a vacina a "todas as crianças, com ou sem patologia".

Morte A autópsia ao feto que morreu dias depois de a mãe ter sido vacinada, concluída ontem, revelou que a morte se deveu "a alterações na circulação sanguínea", por motivos desconhecidos, avançou a SIC. Francisco George sublinhou que o caso não passa de uma "coincidência temporal, um fenómeno comum durante uma pandemia". Nestas alturas também costumam ser detectadas inflamações agudas conhecidas por síndrome de Guillain-Barré, explicou o responsável.



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Comentários

Dê a sua opinião