Crédito ao consumo cai quase 23%, afectado pela venda de automóveis

Publicado em 17 de Novembro de 2009   
Os portugueses estão a consumir menos crédito. A concessão de empréstimos voltou a cair no trimestre
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A concessão de crédito ao consumo às famílias atingiu os 469 534 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano. Este montante representa uma quebra de 22,7% em relação ao período homólogo de 2008, segundo os dados ontem divulgados pela Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC).

A redução da venda de automóveis e uma maior restrição do consumo, por parte dos portugueses, são apontadas como as principais razões para a queda. "Com a diminuição de quase 40% da venda de automóveis", o recurso ao crédito também caiu, explicou Susana Albuquerque, secretária-geral da ASFAC, ao i.

Os empréstimos para a compra de meios de transporte, que são o prato forte do crédito clássico e representam 77% do destino do crédito, sofreram uma queda de 14% no terceiro trimestre, arrastando consigo o bolo total.

"Por outro lado, a diminuição da procura de móveis, bem como do consumo de viagens e produtos de estética" também contribuiu para uma menor procura de crédito, adiantou a responsável da ASFAC. O crédito para a aquisição de artigos para o lar caiu 27%, enquanto o crédito pessoal diminuiu 55%.

Segundo os dados da ASFAC, as 31 instituições financeiras que a associação representa concederam um total de 1125 milhões de euros em crédito entre Julho e Setembro deste ano. Um valor que representa uma queda de 17,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dentro deste montante, o crédito clássico (que incluiu crédito ao consumo a particulares e a empresas) registou também uma queda de 22,3%.

O crédito hipotecário (que representa apenas 0,1% dos empréstimos) mantém a tendência de descida desde o início de 2008. Contudo, neste caso, a queda chegou aos 93,3%. Qual a razão desta enorme queda? "Algumas das nossas empresas que faziam este tipo de crédito deixaram de fazê-lo", concluiu a secretária-geral da ASFAC.


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