A autópsia ao feto de uma grávida de oito meses que perdeu o bebé quatro dias após tomar a vacina contra a gripe A já foi concluída e revela que a morte do feto foi provocada por alterações na circulação sanguínea (anóxia aguda), avançou a SIC. Desconhecendo os motivos que levaram às alterações, a direcção do Hospital de Portalegre adiantou que a morte ocorreu 18 a 24 horas antes do feto ser retirado.
Esta manhã, o director-geral de Saúde, Francisco George, sublinhou que "a morte do feto foi uma coincidência temporal", acrescentando durante a tarde que "todos os especialistas acreditam que não há relação entre a morte do feto e a vacina contra a gripe A que a mãe tomou".
De acordo com o comunicado do hospital, foram colhidos tecidos fetais e da placenta para exames, que poderão contribuir para esclarecer a causa da anóxia.
O mesmo documento lembra ainda que "em Portugal, morrem in utero, em média 300 fetos por ano. Destes 70% têm causa desconhecida, percentagem idêntica ao que se verifica no resto do mundo".




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