Uma associação espanhola lançou uma campanha para dignificar as prostitutas. A
Associação de Mulheres da Noite que Procuram o Dia (
AMUNOD, na sigla em espanhol), sediada em Alicante, promove desde 1997 a reinserção social e laboral das mulheres que exercem a
prostituição. Os seus dirigentes afirmam que “uma mulher prostituta é invisível para a sociedade, não pode receber ajuda através dos trâmites normais”. Por isso, pretendem dotar as prostitutas de “uma identidade que o cliente ignora”.
Para tal, pôs em marcha uma
campanha com o lema
“Comprarias a tua mãe, pagarias pela tua irmã ou venderias a tua filha?”. O objectivo é “educar e consciencializar a sociedade em geral e os homens que consomem a prostituição em particular”, já que esta é um “exercício de violência contra a mulher” que tem graves consequências “físicas e psicológicas”.
Uma responsável da AMUNOD, citada pelo El Mundo, afirma que muitas destas mulheres aceitam que a sua condição as torna culpáveis ou “auto-enganam-se”. Reivindica
leis mais duras contra o proxenetismo porque considera que a “proibição ou legalização” são termos ambíguos, que não servem para acabar com esta problemática.
A AMUNOD conta com cerca de 500 mulheres em risco de exclusão social na sua base de dados.
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