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Benfica vence Naval (1-0) no último suspiro

Publicado em 09 de Novembro de 2009   
Sp. Braga e FC Porto perderam e Sporting empatou. A semana do Benfica acabou com uma vitória no último minuto. Javi García atendeu a chamada e fez aos 89 minutos o golo que uma equipa desesperou para alcançar
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Está visto que ainda há muros mais ou menos conhecidos e humilhantes para a Humanidade e à outros que se erguem com mais ou menos frequência nos campos de futebol. O Sporting segue numa das suas fases mais tristes e todos os fins-de-semanna bate de cabeça contra a sua própria história, o FC Porto foi à Madeira e chocou na desmotivação em que se afunda, o Benfica recebeu a Naval e sofreu para ultrapassar o guarda-redes adversário que lhe surgiu e o desespero em que se deixou envolver. Há noites assim, em que uma equipa se dá como impotente perante a (o)pressão e depois deixa de acreditar nas suas próprias possibilidades – o Benfica teve tudo para golear mas não teve a coragem de o fazer. Conseguiu um golo no fim.
Fala-se em coragem porque há momentos em que é disso que se trata, de ter frieza para assumir o que mais ninguém ousa. E aí convoca-se à discussão o nome de Nuno Gomes, não porque foi o que falhou mais oportunidades mas porque foi o que tremeu nas duas situações em surgiu isolado. Sentiu a (o)pressão? Ninguém sabe mas o tribunal da Luz achou que sim e julgou-o de imediato por isso, assobiando, embora o tenha aplaudido e poupado na hora da substituição.

O melhor marcador da equipa não jogou.  Cardozo deve ter dado pontapés na bancada por cada um daqueles livres directos que apareceram, tão a seu jeito e que foram desaproveitados por Di María, Javi García e Aimar. Quando o paraguaio está em campo os livres são oportunidades de golo, não são entregas de bola ao adversário, os remates são fulminantes, não se fazem a medo.
Mesmo apesar do desespero que se foi gerando na Luz, a equipa triturou a Naval na sua grande área. Mas depois apareceu Peiser, o tal guarda-redes francês, a frustar os tiros de Di María e um cabeceamento de Javi García que parecia não ter defesa possível. Deve ter sido a noite da sua vida, até um autogolo evitou, até o poste o salvou quando Saviola,  em cima do intervalo, e Di María, já no segundo tempo, pareciam capazes abrir o marcador (que já devia estar aberto há muito tempo). Parecia que estava feito. Nuno Gomes, depois de ter desperdiçado a melhor chance que Jesus lhe deu nos últimos tempos, tempos, já devia sonhar. “Tou, daqui Nuno Gomes. Alguém pode ajudar-me à frente da baliza?” Javi atendeu o telefone e fez o golo e os três pontos. Delírio na Luz.



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