Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP, disse hoje que a demissão de Armando Vara do cargo de vice-presidente do Millenium BCP compete ao próprio e ao Banco de Portugal.
"É uma questão de idoneidade e de oportunidade", respondeu Santos Ferreira aos jornalistas. "A quem compete fazer esse juízo é ao Dr. Armando Vara e ao Banco de Portugal. Não me compete a mim, nem a vocês [comunicação social]. O BCP não tem rigorosamente nada a ver com esta matéria."
Há 5 dias a posição oficial do BCP era bastante diferente. Num comunicado enviado à CMVM, o BCP informava que Luís de Melo Champalimaud, presidente do Conselho Geral e de Supervisão do banco, tinha tido garantias do Conselho de Administração Executivo (CAE) de que estava "salvaguardado o regular funcionamento do CAE, não existindo qualquer quebra de confiança entre os seus membros". A nota adiantava que se considerava estar "defendido o interesse da sociedade".
Santos Ferreira, vem hoje dizer que "é preciso ser muito distraído para não achar que estas notícias são más para o Millenium BCP". Mais, diz o presidente do Banco Comercial Português, que a administração "nunca se pronunciou, nem tinha que se pronunciar sobre a matéria".
Armando Vara foi constituído arguido no âmbito da operação Face Oculta por alegadamente ter pedido dez mil euros para fornecer informações a Manuel Godinho, o empresário de Ovar que é até ao momento o único detido do processo.




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