A morte de António Sérgio, sábado à noite em consequência de ataque cardíaco, "deixa um vazio na rádio portuguesa, porque ele era o último grande radialista vivo", disse hoje à Lusa Álvaro Covões, promotor de espectáculos.
Co-proprietário da Rádio Radar, onde aquele profissional trabalhava, Álvaro Covões sublinhou a importância de António Sérgio, ao destacar que "era talvez o último grande radialista vivo, da rádio que se fazia antigamente, a do programa de autor".
"Vai ser um bocado estranho como vai ser o futuro da rádio sem uma pessoa como o António Sérgio. É uma perda muito grande. A melhor homenagem que lhe podemos fazer é continuar a ouvir a música que ele nos deu a conhecer", defendeu.
Para Álvaro Covões, "acima de tudo António Sérgio era um divulgador de boa música. Se Portugal tem bom gosto, e por isso é que temos público que gosta de música alternativa, deve muito a ele".
António Sérgio, que faleceu na noite de sábado, vítima de um problema cardíaco, aos 59 anos, das quais mais de 40 anos foram ao serviço da rádio, fazia actualmente o programa "Viriato 25" da rádio Radar, que emite em Lisboa.
O radialista tornou-se famoso com programas como "Som da Frente", "Lança-Chamas" ou "A Hora do Lobo".




Rating: 0.0
Comentários