Perante a notícia de que tinha sido constituído arguido no caso "Face Oculta", o presidente da REN - Rede Eléctrica Nacional, José Penedos, afastou de imediato a hipótese de demissão.
"O meu mandato está em curso. A minha pergunta é: porque é que haveria de ter o governo intervir uma iniciativa qualquer nesta matéria? (...) Não tenho absolutamente nenhuma mácula do meu comportamento", disse Penedos, em declarações à RTP.
O presidente da REN disse ainda que o filho, Paulo Penedos, "não tem nenhuma relação com a REN. Essa é a questão essencial. Eu não sou influenciável", confirmando, no entanto, que a sociedade onde Paulo Penedos é advogado - a SCI - presta serviços à empresa.
No entanto, trata-se de "um modelo de contratação de serviços e temos uma capacidade de contratação que tem um determinante absoluto que é o da transparência e do rigor baseado em concursos públicos", afirmou.
Em declarações ao Jornal de Negócios, José Penedos diz "desconhecer a informação" de que está "prestes a ser considerado arguido" no caso "Face Oculta", mas afirma estar “completamente tranquilo e à disposição de todas as autoridades” uma vez que “os processos de contratação e aquisição de serviços cumprem todas as regras legais de contratos públicos”. José Penedos relembrou que dirige uma empresa cotada com obrigações de transparência de informação e lamentou o ponto a que chegou o segredo de justiça em Portugal.
“Os milhões de euros de investimentos realizados pela REN foram sempre contratados respeitando todos os procedimentos”, sublinhou o presidente da rede ao Negócios, sublinhando que, por isso, os processos decorrentes de qualquer aquisição realizada pela empresa “estão à disposição de todas as autoridades, judiciais ou outras.




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