O novo e polémico livro de José Saramago, "Caim", atingiu já a quarta edição, com um total de 80 mil exemplares colocados até hoje no mercado nacional. O lançamento aconteceu há 10 dias, no festival Escritaria, em Penafiel.
Fonte da editora disse à Agência Lusa que "devido às solicitações das livrarias, foi lançada uma quarta edição no mercado", com mais 10 mil exemplares do romance do Nobel da Literatura português.
A primeira edição de "Caim" - que gerou logo grande controvérsia pelas críticas à Bíblia - foi de 50 mil exemplares e as seguintes de 10 mil exemplares cada, recordou a mesma fonte.
O livro, que será lançado também em Lisboa na sexta-feira, às 18:30, na Culturgest, com a presença do autor, foi igualmente colocado à venda no Brasil, em Espanha (em catalão e em espanhol), e continuam a decorrer negociações sobre direitos para Itália.
Em Portugal o livro está no topo das vendas nas livrarias Bertrand e Bulhosa, enquanto no Brasil, onde foi lançado a 07 de Outubro, é o primeiro nas vendas "online" de obras de ficção.
A humilhação de "Caim" - filho primogénito de Adão e Eva que matou o irmão, Abel, por as ofertas daquele terem sido preferidas por Deus - e o castigo divino depois do assassínio, estão no centro do livro, também inspirado em vários acontecimentos do Antigo Testamento, como a destruição de Sodoma e Gomorra e a Arca de Noé.
Saramago tem afirmado publicamente que "o Deus da Bíblia é vingativo, rancoroso, má pessoa e não é de fiar", conclusões retiradas da leitura de textos bíblicos, nos quais encontrou relatos "de extrema violência".




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