Governação

Portas: "Nem coligação, nem acordos" com o PS

por Patrícia Silva Alves, Publicado em 14 de Outubro de 2009   
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Paulo Portas não vai ser constituído arguido no caso Portucale

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou hoje à saída da reunião com o primeiro-ministro indigitado, José Sócrates, que não aceita coligações ou acordos com o Partido Socialista. O CDS vai fazer uma análise "proposta a proposta", segundo a substância das políticas propostas pelo novo governo, explicou Portas numa conferência de imprensa dada na sede do partido. A navegação do partido será assim feita segundo algumas directrizes "de substância" que o partido considera essenciais para uma governação tranquila.
Quanto à posição do CDS-PP face ao programa de governo que deverá ser apresentado no primeiro plenário, Paulo Portas adiantou que se vai abster na hora da votação. E justifica: "Votar uma moção de confiança era esticar muito a corda e começar mal: o povo não deu a maioria ao PS". Por isso, e como o líder "não quer oposição por ser oposição", o partido não vai votar contra, mas abster-se.
Entre os "pontos de substância" que o CDS considera essenciais para a governação (e que Paulo Portas apresentou ao primeiro-ministro) estão a diminuição da carga fiscal sobre as Pequenas e Médias Empresas, o aumento das pensões mais baixas ou a revisão do modelo de avaliação dos professores.
O líder do CDS-PP não avançou porém, qual a posição de José Sócrates sobre as propostas que lhe colocou. A isso, Portas respondeu: "Terão de perguntar ao senhor primeiro-ministro".



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