Demissão da direcção de informação da TVI

Portas considera suspensão do Jornal de Sexta "ordem socialista" e "acto de censura"

por Agência Lusa, Publicado em 03 de Setembro de 2009   
O líder do CDS-PP considerou hoje evidente que o cancelamento do Jornal de Sexta da TVI foi "ordem socialista" que classificou como um "acto de censura" que afecta a liberdade de expressão.
Paulo Portas

"Parece evidente que se trata de um acto de censura a três semanas das eleições. É uma ordem socialista através do seu aliado, a PRISA. É uma ordem vinda de Espanha mas que afecta directamente uma liberdade essencial dos portugueses", declarou Paulo Portas.

O líder do CDS-PP, que falava à margem de um debate na Confederação dos Agricultores de Portugal, considerou ainda que o cancelamento do Jornal de Sexta é "a todos os títulos grave" e põe em causa a liberdade de expressão.

"Uma ordem de um certo poder económico que acha que pode controlar uma eleição política e democrática. A todos os títulos é grave. Goste-se ou não do tom e do estilo do Jornal Nacional. Há uma coisa mais importante, a liberdade de pensar e a liberdade de expressão", acrescentou Paulo Portas.

A direcção de informação da TVI demitiu-se hoje devido ao cancelamento do Jornal de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes, disse à Lusa fonte da estação.

A direcção de informação foi, até agora, composta pelo director, João Maia Abreu, e pelos adjuntos, Mário Moura e Manuela Moura Guedes. De acordo com uma outra fonte da estação, as demissões foram aceites.



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