A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, defendeu hoje que é preciso travar a política socialista, porque avançar com essa política, como pede o secretário-geral PS nos cartazes de rua, “será o desastre”.
Numa cerimónia no Museu do Oriente, em Lisboa, na qual foram apresentados os candidatos da Juventude Social-Democrata (JSD) às eleições legislativas, Manuela Ferreira Leite alegou ainda que o secretário-geral do PS, José Sócrates, gostaria de ver o país inteiro a obedecer-lhe.
A presidente do PSD sustentou que Portugal vive em “asfixia democrática” e instou os jovens a baterem-se pela liberdade.
“Eu fico verdadeiramente espantada e muito preocupada com os novos cartazes do PS, que dizem: Vamos avançar”, declarou a presidente do PSD, perante uma plateia de cerca de cem jovens, referindo-se aos cartazes com a cara de José Sócrates e o lema “Avançar Portugal”.
“Eu penso que, neste momento, a coisa mais perigosa que existe é avançar com a política socialista, porque a política socialista está a conduzir o país num plano inclinado e, portanto, avançar significa cair no fundo”, acrescentou a presidente do PSD, recebendo palmas.
Manuela Ferreira Leite concluiu que “aquilo que há a fazer é travar, tudo menos avançar”, argumentando que avançar com a política do PS “será o desastre do país e, muito especialmente, das futuras gerações”.
Segundo a ex-ministra das Finanças, “a situação em que o país está resulta exclusivamente das políticas socialistas”, porque nos últimos 14 anos o PS esteve onze no poder, enquanto o PSD esteve “apenas cerca de três”, insuficientes “para corrigir tudo aquilo que foi feito antes”.
Por outro lado, a presidente do PSD subscreveu a ideia defendida pelo presidente da JSD, Pedro Rodrigues, de que a Juventude Socialista (JS) actua segundo as ordens do secretário-geral do PS, José Sócrates.
“A única coisa que é mais preocupante é que isso não acontece só com os jovens, acontece com toda a sociedade. Toda a sociedade tem de dizer sim ou tem de dizer não ao engenheiro Sócrates quando ele diz que não”, considerou.
“Por vontade do engenheiro Sócrates, Pedro, o país era uma enorme caixa de ressonância – não era só a JS”, declarou Manuela Ferreira Leite, dirigindo-se para o presidente da JSD.
“Talvez a vocês não vos diga muito, porque todos já nasceram depois do 25 de Abril, mas a História não se esquece e nós não nos esquecemos do que foi o tempo em que se viveu sem liberdade”, prosseguiu a presidente do PSD.
De acordo com Manuela Ferreira Leite, Portugal vive numa “asfixia democrática de tal forma significativa” que a defesa da liberdade tem de ser uma das bandeiras dos jovens e dos deputados da JSD na Assembleia da República.
Sustentando que o PS endividou o país à custa das gerações mais novas, a presidente do PSD incitou: “Os jovens têm de se manifestar, têm de defender o seu futuro”.




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