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Ongoing pediu à banca empréstimos de 401 milhões para comprar acções
Publicado em 06 de Agosto de 2009
A empresa detentora do Diário Económico registou prejuízos consolidados de 65 milhões de euros em 2008. A Ongoing renegociou as dívidas à banca, a maioria de curto prazo. O maior empréstimo foi contraído junto do BCP.
A Ongoing SGPS, sociedade que detém o "Diário Económico" e 23% da Impresa, tinha, no final de 2008, financiamentos de 401,3 milhões de euros para a compra de acções.
A empresa é ainda accionista de referência da Portugal Telecom (PT), do BES e da Espírito Santo Financial Group. As contas do ano passado, entregues na conservatória no final de Julho, e a que o i teve acesso, revelam que o principal financiador da Ongoing foi o BCP com dois contratos empréstimo no valor de 375 milhões de euros e 15 milhões de euros, cada um, que têm como garantia acções das empresas Zon, PT, BES, Impresa e Espírito Santo Financial Group. As contas de 2008 revelam ainda uma dívida de 216,3 milhões ao Crédit Suisse pela compra de acções da PT. O passivo total ascende a 600 milhões.
O relatório e contas alerta para os riscos de solvência da sociedade, na medida em que no final do ano passado cerca de 97% deste passivo era de curto prazo. Este era um facto de preocupação para a Ongoing que nas contas refere estar em processo de renegociação da dívida com as principais instituições credoras. Um processo que, segundo explica ao i fonte oficial da Ongoing, estará já "devidamente renegociado" e com "prazos superiores a cinco anos".
Sobre os resultados de 2008, o revisor oficial de contas alerta para "a exposição significativa ao risco de liquidez" e realça que "a continuidade das operações pressupõe o apoio dos accionistas e dos credores da empresa, bem como o reescalonamento da dívida para prazos compatíveis com a recuperação de activos não recorrentes".
A Ongoing fechou 2008 com prejuízos consolidados de 65 milhões de euros e lucros a título individual de 15 milhões. Fonte oficial da empresa explica estes resultados com o facto de "grande parte dos activos" da Ongoing serem "posições financeiras", que desvalorizaram ao longo do ano passado, fruto da crise internacional. Segundo a mesma fonte, no primeiro semestre deste ano as participações da Ongoing já valorizaram 150 milhões de euros. Parte do activo da empresa é constituído por itens não recorrentes, dos quais 97 milhões são relativos à valorização de opções de venda só podem ser exercidas no final de 2013, refere o relatório. Mas fonte oficial sublinha a evolução positiva dos mercados este ano.
A Ongoing nasceu em 2004 depois da família Rocha dos Santos ter alienado a Sociedade Nacional de Sabões, tendo desde então investido em várias empresas da bolsa nacional.
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