Televisão

"Mad Men": novo sucesso no prime-time dos americanos - vídeo

por Luís Leal Miranda, Publicado em 24 de Julho de 2009   
Na nova série do produtor de "Os Sopranos" continua a não haver pessoas boazinhas. Ainda bem
Opções
Mulheres e homens, dois mundos à parte em
Cínico, subversivo, negro, amoral e machista. "Mad Men", a série que lidera a lista de nomeados para os Emmy deste ano na categoria de Drama, partilha os mesmos adjectivos usados para descrever "Os Sopranos". Faz sentido: o produtor e argumentista são o mesmo, Matthew Weiner, mas as semelhanças ficam-se por aqui. "Mad Men" tem como protagonistas homens honestos (ou quase), empregados de uma agência de publicidade na Nova Iorque dos anos 60. A série, que estreia hoje, às 22h40, na RTP2, é uma viagem ao quarto escuro do sonho americano - numa mistura de "Citizen Kane" com "O Grande Gatsby", com mais whisky e tabaco. Aqui ficam cinco motivos para não perder "Mad Men".

Retrato fiel da América dos anos 60

A série arranca em Março de 1960 e vai cobrindo uma década de prosperidade em que tudo mudou nos EUA. "Mad Men" foi bastante elogiado pela sua precisão histórica e fidelidade com que retrata temas como a discriminação sexual, racismo e sexo. Roupa - não há cá casual fridays - penteados, decoração (e outras categorias esquecidas dos prémios de TV), foram distinguidos por várias vezes.

Fumo na televisão

Há muito tempo que uma série não mostrava tanta gente de cigarro na mão. Em "Mad Men" são poucas as cenas sem fumo. Porquê? Para manter o realismo: "Fazer esta série sem tabaco seria uma piada, seria falso", disse o produtor e argumentista Matthew Weiner durante uma entrevista para o making of da série. Durante as gravações os actores fumam cigarros de ervas, uma vez que o tabaco está proibido por lei em locais de trabalho.

Secretárias, nos dois sentidos

Os cenários, adereços e mobiliário foram pensados ao pormenor para nos levar até aos anos 60 - até aquele look elegante e impessoal que as estantes IKEA nunca conseguirão imitar. Depois há as outras secretárias, as mulheres, atenciosas e solícitas numa década em que ainda não era de uso corrente a expressão "assédio sexual". A actriz Christina Hendricks, no papel da chefe das secretárias, Joan Holloway, preenche as fantasias do mais cinzento dos executivos. Não há, naqueles escritórios, qualquer erro de casting.

Prémios: dos globos aos Emmys

O ano passado, "Mad Men" venceu o Globo de Ouro para melhor série na categoria de Drama; o pratogonista, Jon Hamm, levou uma dessas estatuetas como Melhor Actor. "Mad Men" é a série dramática mais nomeada de sempre para os Emmys e este ano concorre a 16 desses prémios.

Don Draper, Director Criativo

É uma espécie de versão masculina da Samantha de "O Sexo e a Cidade" - o protagonista cheio de defeitos que todos, secretamente, desejamos ser. É brilhante, complexo e misterioso. Tem uma mulher loira, uma amante morena e um armário cheio de fatos cinzentos feitos à medida. No Facebook há um grupo de devoção ao seu penteado: 634 membros.

Veja em baixo o trailer da primeira série.


Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Comentários

Dê a sua opinião