Entrevista ao 24 Horas

Lopes da Mota: "Um magistrado não se demite"

Publicado em 21 de Julho de 2009   
O presidente do Eurojust considera que têm condições para continuar em funções na União Europeia

O presidente da Eurojust, Lopes da Mota, defendeu-se das acusações que lhe têm sido feitas sobre as alegadas pressões aos investigadores do caso Freeport e pelo envolvimento no caso Felgueiras, em entrevista ao jornal "24 Horas".
"Gostava de saber porque continuam a fazer-me acusações falsas e infundadas", questionou Lopes da Mota sobre as ligações ao caso Felgueiras,  na primeira entrevista que concedeu deste que lhe foi aberto um inquérito disciplinar pelo Conselho Superior do Ministério Público.
Quando questionado pelo jornal se recebeu algum pedido de intervenção do primeiro-ministro ou qualquer membro do PS na investigação do caso Maddie ou no caso Freeport, Lopes da Mota foi categórico: "Obviamente que não".
O processo disciplinar investiga as alegadas pressões de Lopes da Mota sobre os investigadores do processo Freeport. Na altura foi avançado pela comunicação social que as conversas com os magistrados teriam sido um recado do ministro da Justiça, Alberto Costa, para que o processo fosse resolvido com a maior brevidade possível.
Lopes da Mota voltou ainda a reafirmar que tem condições para estar à frente da Eurojust. "Obviamente que sim", disse quando confrontado com os pedidos dos partidos da oposição - como o PSD e o CDS-PP - para que se afaste do cargo na União Europeia.

"O que se passa em Portugal nada tem a ver com as minhas funções de presidente do organismo. Lamento profundamente afirmações feitas por responsáveis políticos portugueses pondo em causa a minha situação na Eurojust".

 



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