Uma petição dos enfermeiros com mais de dez mil assinaturas, e que apela a um avanço do processo de reestruturação da carreira antes das eleições de Setembro, foi hoje entregue no Ministério da Saúde.
"Estão a aproximar-se as eleições e tememos voltar à estaca zero nas negociações da carreira", afirmou à Lusa, à entrada do ministério, um dos subscritores da petição, o enfermeiro Pedro José Silva, salientando que "esta é a maior petição de sempre dos enfermeiros".
A petição, que está acessível desde meados do mês passado no site www.carreiraenfermagem.pt, foi uma ideia gerada em blogues e sites de enfermagem e não recebeu o apoio dos sindicatos do sector.
"Sabemos que individualmente alguns membros dos sindicatos a subscreveram, mas não foram usados os meios sindicais para a difundir. Também porque queríamos que a petição fosse uma acção cívica", explicou o enfermeiro.
Na petição, a que a Lusa teve acesso, os enfermeiros alegam ser discriminados face a outras classes da função pública, como os médicos ou os professores, e dizem não tencionar "admitir" essa discriminação.
"Assistimos com surpresa à aprovação dos regimes jurídicos de carreira de outros corpos profissionais do sector da saúde", lê-se no documento.




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